ECONOMIA & COMPETITIVIDADE
TORRES VEDRAS — UMA MARCA COM HISTÓRIA
Valorizar a marca e o prestígio de Torres Vedras
O nosso Concelho beneficia de empreendedores dinâmicos, uma gastronomia de grande qualidade, vinhos de excelência, fruta e hortícolas produzindo muito e bem, recursos naturais únicos e extraordinários – desde as praias às zonas rurais –, que podem e devem fazer do nosso Concelho um local de referência turística e económica.
Importa atrair mais projetos e iniciativas de qualidade, inovadores, capazes reforçar a presença de Torres Vedras e do Oeste na cadeia de valor de excelência da economia global. Só se conseguirá vender o nosso vinho ao mesmo preço de outras paragens – tantas vezes de qualidade inferior – quando a reputação e prestígio históricos de Torres Vedras forem cumpridos.
Se começarmos a valorizar o que é nosso, e a consumir, a marca Torres Vedras ganhará força e sairá reforçada na sua identidade, no carácter e na projeção.
Importa resgatar muito do prestígio, promovendo ativamente o cluster da agricultura do Concelho no seio da 4.ª revolução industrial (compósitos, impressão 3D, inteligência artificial, etc.), envolvendo todas as atividades industriais e comerciais no fornecimento de equipamentos e serviços para a agricultura e ambicionando elevadas metas de inovação, desenvolvimento e exportação para o Concelho.
O processo de desburocratização, simplificação administrativa e trabalho em rede, a par da disponibilização de dados económicos fiáveis e de fácil acesso (CITE), permitirá ajudar os agentes económicos do Concelho a agilizar as suas operações e obter ganhos de eficiência e rendimento, reforçando o papel de interessados na valorização da marca.
A criação de um ambiente favorável para negócios, a melhoria dos índices comparativos de valor e a definição de metas, irão instigar a atração de investimento estratégico para o desenvolvimento económico e competitividade do Concelho.
Os grandes eventos como o Carnaval, o Festival Novas Invasões, o Bang Awards, a Feira de São Pedro ou o Ocean Spirit são alguns exemplos que necessitam de uma gestão e organização estruturadas e de uma estratégia integrada, de conjunto, para que possam contribuir consistentemente para elevar o Concelho de Torres Vedras, a sua visibilidade, e potenciar as vantagens da sua centralidade.
Deverá ser elaborado um Plano Estratégico de branding do Concelho de Torres Vedras consolidando um novo entendimento da “Marca Torres Vedras” e do “Produto de Torres Vedras”, com transversalidade entre as áreas da Comunicação, Turismo, Cultura, Ambiente e Empreendedorismo.
É preciso sermos mais determinados no posicionamento do Concelho no plano nacional, europeu e internacional, estabelecendo metas claras e ambiciosas.
Planeamento Estratégico (2050) & Legado
O planeamento estratégico e o legado são as pontes (ou instrumentos) entre a realidade presente e aquilo de que se pode dispor no futuro. O legado deve fazer parte integrante da formação da decisão. Quando se decide, deve ter-se já estabelecido o conjunto de benefícios que se pretende ou ambiciona obter. Para isso, importa planear estrategicamente, reunir dados objetivos (CITE), recolher opiniões informadas (parcerias), multidisciplinares, para consolidar os objetivos (visão) a atingir e definir o processo (missão) para os alcançar.
Internacionalização
- Internacionalização – consolidação estratégica e prática de um novo entendimento da “Marca Torres Vedras” com transversalidade entre áreas da Comunicação, Turismo, Cultura e Empreendedorismo.
- Diáspora Torriense – mobilizando os muitos Torrienses que se encontram espalhados pelo país e pelo mundo, para se constituírem Embaixadores da região e poderem contribuir com ideias e experiências (ou boas práticas) para o enriquecimento ou melhoria da qualidade de vida da nossa terra.
- Captação de investimento estrangeiro de qualidade – identificação de investimento potencial em áreas instrumentais nos sectores estratégicos produtivos do Concelho.
- Indústria, Inovação & Desenvolvimento – identificação das principais áreas de interesse estratégico para o crescimento dos fatores geradores de riqueza sustentável a médio e longo prazos e a atração de agentes portadores de conhecimento em face das condições do Concelho.
- Prioridade e qualidade do investimento público seletivo – definição estratégica e integrada, numa visão de longo prazo, das prioridades de investimento que se traduzam em real criação de valor acrescentado para a região.
- Identidade, coesão e reputação – definição e implementação de ações/medidas que reforcem os fatores de identidade, afeto e pertença à comunidade, geradores de empatia, paz social, segurança e qualidade de vida a médio e longo prazo.
PLANO ESTRATÉGICO DE DINAMIZAÇÃO ECONÓMICA DE TORRES VEDRAS (PEDE-TV 2050)
ERGUER A “ALMA DO OESTE”
Torres Vedras, o maior concelho da Região Oeste, reúne características únicas: recursos naturais, uma costa atlântica de excelência, tradição agrícola e vínica, um clima favorável e uma localização estratégica. Contudo, a sua dimensão só se converterá em verdadeira vantagem competitiva se for capaz de atrair investimento de qualidade, estimular inovação e gerar empregos qualificados.
Este plano estratégico deve estabelecer prioridades e ações concretas com prazos ambiciosos, 2050, para dinamizar a economia local, reforçando a competitividade e consolidando a marca “Alma do Oeste” como referência de qualidade em Portugal, na Europa e a nível internacional.
Ser um concelho líder no desenvolvimento económico sustentável, onde a cultura, a criatividade e o conhecimento sejam motores de inovação, gerando prosperidade partilhada e afirmando Torres Vedras como capital da inovação sustentável do Oeste.
Queremos construir um concelho mais forte, respeitado e admirado. Um concelho que não tenha receio de competir, porque compete com aquilo que tem de único. Um concelho que se reconhece na marca “Alma do Oeste”, símbolo de excelência, sustentabilidade e criatividade.
Este é um compromisso:
- Com quem cá vive.
- Com quem cá investe.
- Com quem cá trabalha.
Torres Vedras como a capital da inovação sustentável do Oeste.
E o Oeste como um território de futuro.
MISSÃO
Promover um modelo de crescimento económico que:
- Valorize os recursos endógenos;
- Crie mais valor usando menos o planeta;
- Incentive a colaboração entre setores;
- Coloque a juventude no centro da transformação;
- Diversifique a base económica, reduzindo dependência de mercados tradicionais.
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
- Reforçar a competitividade empresarial através da inovação e da internacionalização;
- Consolidar a marca “Oeste” como referência de qualidade em Portugal e na Europa;
- Valorizar recursos locais (vinho, agricultura, turismo, mar, cultura) numa lógica de cluster e marca integrada;
- Atrair e fixar investimento tecnológico e sustentável que gere emprego qualificado;
- Fomentar ecossistemas colaborativos entre público, privado e academia e intra-sectores, fomentando cadeias de valor entre setores complementares para obter ganhos de escala e de competitividade;
- Promover a transição verde e digital, assegurando sustentabilidade ambiental;
- Fixar talento jovem com oportunidades reais de emprego qualificado e sustentado, formação e empreendedorismo.
EIXOS DE INTERVENÇÃO
Eixo 1 – Competitividade e Inovação
- Criação do Parque Tecnológico do Oeste (incubadoras, hubs digitais, laboratórios de prototipagem).
- Apoio à criação de startups e spin-offs universitários.
- Apoiar programas de internacionalização de PME.
Eixo 2 – Economia Sustentável e Circular
- Incentivos à eficiência energética e energias renováveis;
- Implementação de zonas industriais verdes;
- Criação de um Centro de Economia Circular para empresas locais.
Eixo 3 – Cultura, Criatividade e Conhecimento
- Desenvolvimento de hubs criativos e culturais (design, artes, multimédia);
- Organização de um festival anual de Inovação e Criatividade do Oeste.
- Programas de ligação entre universidades e empresas.
Eixo 4 – Juventude e Talento
- Bolsas de investigação para jovens em áreas estratégicas;
- Estágios qualificados em empresas tecnológicas e criativas;
- Criação de espaços de coworking e laboratórios de inovação social.
Eixo 5 – Marca e Internacionalização
- Lançamento da marca “Alma do Oeste” como selo de qualidade e origem;
- Campanhas de promoção nacional e internacional;
- Criação de um Observatório da Competitividade do Oeste para monitorizar impactos e tendências.
Compromissos
- Promover estratégias diversificadas de internacionalização para produtos e serviços locais com metas e avaliação de resultados;
- Desenvolver programas de incubação e aceleração empresarial, em articulação com associações, escolas e centros de investigação;
- Estimular a cocriação entre público e privado, reforçando parcerias estratégicas e intersetoriais;
- Lançar campanhas de promoção cultural e turística que posicionem Torres Vedras como território de inovação e qualidade de vida;
- Priorização de projetos de alto retorno social e económico, evitando desperdícios orçamentais;
- Apoiar clusters setoriais (como o vinho, agroindústria, turismo, energias renováveis, tecnologia verde) fixando metas e cronogramas de ação.
IMPACTOS AMBICIONADOS
Económico
- Diversificação setorial e robustecimento da resiliência;
- Crescimento do emprego qualificado e atratividade;
- Aumento da capacidade exportadora e rendimento.
Ambiental
- Redução da pegada de carbono;
- Proteção da costa e recursos naturais;
- Adoção de práticas circulares;
Orçamental
- Financiamento via fundos comunitários (Portugal 2030, Horizonte Europa, PRR);
- Co-investimento com setor privado;
- Critério de retorno económico e social em todos os projetos.
Juventude
- Maior retenção de talento local e aumento da população jovem;
- Inclusão da juventude nos processos de decisão;
- Criação de novas oportunidades de carreira no concelho.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4-12 anos.
Legado
Tornar o nosso concelho mais competitivo, com empresas inovadoras e internacionalizadas; mais sustentável, usando menos recursos e criando mais valor; mais inclusivo, onde os jovens possam e queiram ficar com empregos qualificados e valorizados; mais reconhecido, com a marca “Alma do Oeste” como símbolo de qualidade e excelência; reforçar o sentimento de pertença e orgulho local, projetando o concelho para o futuro.
ECO-PARQUE INDUSTRIAL DO OESTE (EPIO)
O Eco-Parque Industrial do Oeste (EPIO) visa reconfigurar e reconverter as zonas industriais existentes no concelho de Torres Vedras, criando um parque industrial de nova geração, ambientalmente integrado e urbanisticamente qualificado, que:
- Se confunda com o tecido urbano, incorporando zonas verdes, corredores ecológicos e arquitetura sustentável;
- Atraia empresas de base tecnológica, investigação e produção de alto valor acrescentado;
- Retenha e multiplique talento;
- Reforce a posição do município como polo exportador e de inovação no contexto nacional e europeu.
O projeto irá assentar na reabilitação de áreas industriais atuais, aproveitando infraestruturas já existentes e reduzindo consumo de solo, ao mesmo tempo que cria condições de investimento e incentivos fiscais para empresas âncora.
Objetivos
- Requalificar e densificar zonas industriais obsoletas, melhorando a imagem urbana e a eficiência do uso do solo;
- Atrair investimento nacional e estrangeiro em setores de tecnologia, investigação aplicada, energias limpas e indústrias criativas;
- Gerar emprego qualificado e reter talento local;
- Reforçar as exportações e a competitividade da economia de Torres Vedras no mercado global;
- Promover simbiose industrial (partilha de energia, água, calor e resíduos) como motor de economia circular;
- Promover a certificação ambiental (ISO 14001/EMAS) e cumprimento das metas de neutralidade carbónica.
Âncora
Construção e dinamização do Eco-Parque Industrial do Oeste (EPIO).
Compromisso
- Elaborar um estudo de diagnóstico das áreas industriais existentes (ocupação, infraestruturas, passivos ambientais);
- Elaborar um plano global urbanístico e um regulamento do Eco-Parque, com consulta pública;
- Identificar e captar empresas âncora (base tecnológica/I&D) e negociar incentivos;
- Preparar e apresentar candidatura a fundos europeus e negociação de parcerias público-privadas;
- Criar um Conselho Consultivo com representantes de empresas, universidades, município e sociedade civil;
- Arranque faseado da requalificação em 2–3 zonas piloto, com monitorização ambiental contínua.
Impacto orçamental
- Baixo na preparação e médio/alto na execução faseada; elevado retorno esperado com aumento significativo da base tributária municipal (IMI/derrama), criação de emprego de alto valor e receitas de exportação.
Impacte ambiental
- Reabilitação em vez de expansão com aproveitamento de áreas industriais existentes para evitar novo consumo de solo;
- Eficiência energética e hídrica com edifícios NZEB (near-zero energy), recolha de águas pluviais, reutilização de águas cinzentas;
- Mobilidade sustentável com instalação de carregadores elétricos, transportes públicos internos, ciclovias e passeios arborizados;
- Economia circular, mediante partilha de resíduos e subprodutos entre empresas, incentivando ecossistema de baixo carbono.
Impacto na Juventude
- Empregos de alta qualificação em engenharia, TI, energias renováveis, logística inteligente e I&D.
- Estágios e bolsas de investigação em parceria com universidades e centros tecnológicos.
- Programas de empreendedorismo e incubação para start-ups locais.
- Estímulo à retenção de jovens talentos que, de outro modo, (e)migram para os grandes centros urbanos.
Prioridade
Alta
Exequibilidade
4-12
Legado
- Criação de um ecossistema empresarial competitivo, capaz de atrair investimento estrangeiro direto e reforçar o papel do concelho como grande exportador do Oeste.
- Melhoria da qualidade urbana e paisagística, aproximando zonas de produção do quotidiano da cidade sem impacto negativo.
- Contributo para o cumprimento das metas de neutralidade carbónica 2050 e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico; ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestruturas; ODS 11 – Cidades Sustentáveis; ODS 13 – Ação Climática).
- Torres Vedras como referência nacional em parques industriais verdes e integrados.
ATRIBUIÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS ÀS EMPRESAS
NOVA POLÍTICA FISCAL MUNICIPAL
O atual Regime Financeiro das Autarquias Locais e das Entidades Intermunicipais (REFALEI), com a alteração que lhe foi introduzida pela Lei do Orçamento de Estado para 2007, conjugado com o artigo 2.ª A do Código Fiscal do investimento, atribui aos órgãos municipais poderes tributários, designadamente a concessão de isenções e benefícios fiscais, totais ou parciais, relativamente a impostos ou outros tributos a cuja receito tenham direito.
A tipologia de benefícios fiscais aprovada em reunião de Câmara é relativa à isenção total ou parcial de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), no primeiro caso com um limite temporal de 3 anos, ficando habilitadas a esta isenção todas as iniciativas empresariais apresentadas por pessoas singulares ou coletivas que pretendam a sua instalação, relocalização ou ampliação das instalações já existentes, de no mínimo 1000 m2 e que sejam reconhecidas como de interesse municipal.
Para admissão da sua candidatura, os promotores deverão cumprir cumulativamente uma série de requisitos, fixados no artigo 4.º e, uma vez admitidos, os projetos serão classificados como de interesse municipal em função do cumprimento dos requisitos definidos (art.5º) e de acordo com a aplicação dos critérios, subcritérios e respetivas ponderações (fixadas no art. 6º).
Assim, são reconhecidas como de interesse municipal as iniciativas empresariais que cumulativamente:
- Correspondam a um investimento mínimo de € 1.000.000,00 (um milhão de euros) à data de apresentação da candidatura;
- Assegurem a criação líquida de um mínimo de 10 postos de trabalho;
- O investimento não esteja concluído à data de apresentação da candidatura;
- Garantam a manutenção da localização geográfica da atividade em causa e do respetivo financiamento realizado, por um período mínimo de 5 anos, a contar da data de realização integral do investimento.
Em casos excecionais poderão, ainda, ser reconhecidos como de interesse municipal alguns projetos inferiores a € 1.000.000,00 (um milhão de euros), mas que comprovadamente demonstrem:
- adequado interesse e sustentabilidade ambiental;
- possuam relevante atividade de investigação e desenvolvimento;
- forte vocação exportadora ou
- produção relevante de bens e serviços transacionáveis.
No caso de procedimento por decisão da Câmara Municipal de Torres Vedras, este é desencadeado com a apresentação de uma candidatura devidamente instruída que é analisada pelos serviços municipais, sendo o benefício atribuído após a decisão de reconhecimento do direito ao benefício fiscal pelo executivo camarário.
A proposta, uma vez aprovada, é submetida à aprovação da Assembleia Municipal de Torres Vedras.
Atribuição de Benefícios Fiscais a projetos de investimento que sejam considerados de Interesse Municipal.
Os benefícios a atribuir poderão corresponder à isenção total ou parcial do IMI durante um período temporal acordado, consoante o tipo de investimento efetuado (nomeadamente em termos de sustentabilidade e longevidade) e o número de postos de trabalho criado, servindo como exemplos:
- Investimentos superiores a 750 mil euros e a criação de, no mínimo, 5 postos de trabalho;
- Criação de empregos qualificados de média ou longa duração;
- Criação de empregos qualificados para jovens em início de carreira.
CENTRO DE COWORKING – TORRES VEDRAS
De acordo com os Censos de 2021, Torres Vedras tem 13.991 trabalhadores, dos quais:
- 35,5 % trabalham noutro município;
- 32,76 % trabalham noutra freguesia dentro do concelho;
- 21,57 % trabalham na freguesia onde residem;
- 3,72 % trabalham em casa;
- 1,17 % trabalham no estrangeiro;
- 5,28 % não têm local de trabalho fixo.
Isto significa que mais de um terço dos Torrienses enfrenta deslocações diárias para fora do concelho. Considerando uma média de 239 dias de trabalho por ano e um tempo médio diário de deslocação de 2 horas (casa–trabalho–casa), cada trabalhador perde o equivalente a 20 dias por ano em trajetos. Esse tempo poderia ser canalizado para a família, atividades recreativas, desporto ou participação comunitária.
Por outro lado, o teletrabalho exclusivamente em casa representa riscos de isolamento, inatividade física e sedentarismo, com impacto negativo na saúde (Loef et al., 2022). Um Centro de Coworking representa, assim, uma solução equilibrada: mantém a proximidade da residência, evita deslocações longas, promove convívio social e assegura condições adequadas de trabalho.
Âncora
Criação de um Centro de Coworking em Torres Vedras.
Objetivos
- Reduzir os tempos de deslocação de trabalhadores que atualmente trabalham fora do concelho;
- Conciliar melhor a vida profissional, familiar e pessoal;
- Aumentar a qualidade de vida e o bem-estar dos munícipes;
- Reduzir os riscos associados ao teletrabalho exclusivo em casa (isolamento, sedentarismo);
- Fomentar maior integração dos trabalhadores na comunidade local;
Compromisso
- Apresentação, no prazo definido, dos Termos de Referência da intervenção.
- Aproveitamento e reconversão de espaços subutilizados para coworking;
- Estabelecimento de protocolos entre o Município, empregadores e trabalhadores para facilitar o teletrabalho em regime presencial partilhado;
- Utilização de imóveis já existentes, incluindo património público do Estado, para instalação do espaço;
Impacto orçamental
Médio; investimento inicial necessário para adaptar e equipar os espaços, mas com custos mais baixos devido à reutilização de património existente. Potencial de retorno social e económico elevado pela redução de custos ambientais e de saúde associados ao excesso de deslocações e sedentarismo.
Impacte ambiental
Redução significativa do número de deslocações diárias para fora do concelho, com consequente diminuição das emissões de gases com efeito de estufa associadas ao transporte individual.
Impacto na juventude
Benefícios indiretos: maior disponibilidade de tempo dos pais para acompanhamento dos filhos, bem como para atividades educativas, desportivas e recreativas em família.
Prioridade
Alta; muito relevante para a qualidade de vida, sustentabilidade ambiental e integração comunitária, embora dependa de negociações com empregadores e de adesão dos trabalhadores.
Exequibilidade
4 a 8 anos; exequível no médio prazo, com possibilidade de arrancar em fase-eiloto em espaços já identificados, antes da expansão a maior escala.
Legado
Um modelo de trabalho inovador que devolve tempo aos cidadãos, melhora a sua qualidade de vida, reduz o Impacte ambiental das deslocações, combate o isolamento do teletrabalho doméstico e reforça o sentido de pertença e de comunidade em Torres Vedras.
PLANO MUNICIPAL DE APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO (PMAI)
O Plano Municipal de Apoio à Internacionalização (PMAI-Torres Vedras) é um programa estratégico que mobilizará os recursos da Agência Investir Torres Vedras para valorizar, posicionar e apoiar as PME torrenses em todas as fases do seu ciclo exportador.
O plano irá atuar em três frentes principais:
- Apoio e consultoria à expansão internacional das empresas;
- Promoção externa e eventos internacionais no concelho, atraindo investimento estrangeiro e criando oportunidades de parcerias;
- Segmentação estratégica de mercados, com prioridade à Diáspora Torriense e aos Países de Língua Portuguesa (PLP), ajustando alvos em função de análises periódicas.
Âncora
Implementação do Plano Municipal de Apoio à Internacionalização (PMAI-Torres Vedras).
Objetivos
- Aumentar o número de PME exportadoras e a intensidade das exportações no concelho;
- Consolidar a marca “Torres Vedras” como território de investimento e inovação;
- Fomentar parcerias e redes internacionais para diversificação de mercados;
- Integrar a Diáspora Torriense como agente de promoção e de inteligência de mercado;
- Criar eventos de referência internacional para networking empresarial e atração de capital.
Compromissos
- Constituição formal do Gabinete de Internacionalização na Agência Investir, dedicado a:
- Mapeamento das PME com potencial de internacionalização e diagnóstico de necessidades;
- Apoio em certificações, regimes aduaneiros e financiamento.
- Matriz de segmentação de mercados (tipo, geografia, setor) revista anualmente com base em indicadores de oportunidade;
- Calendário anual de missões inversas e feiras internacionais em Torres Vedras (ex.: “Torres Global Week”);
- Parcerias com embaixadas, câmaras de comércio, AICEP e CPLP, bem como associações da diáspora;
- Plataforma digital bilingue com base de dados de empresas e projetos de investimento;
- Organização de evento internacional em Torres Vedras focado em setores prioritários e na Diáspora;
- Monitorização e avaliação anual, com relatórios públicos.
Impacto orçamental
Médio/baixo.
Impacte ambiental
- Priorização de eventos híbridos/digitais para reduzir deslocações e pegada de carbono;
- Adoção de critérios de sustentabilidade em feiras e missões (fornecedores locais, materiais recicláveis);
- Promoção de economia verde e tecnologias limpas como setores estratégicos de internacionalização.
Impacto na juventude
- Novas oportunidades de emprego qualificado em marketing internacional, comércio externo e gestão de eventos;
- Estágios e programas de formação em empresas exportadoras e na própria Agência Investir;
- Estímulo ao empreendedorismo jovem em mercados externos;
- Regresso de talentos da diáspora, atraídos por projetos de internacionalização e inovação.
Prioridade
Média/Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
- Estímulo a um ecossistema exportador sólido que perdura para além dos ciclos de financiamento;
- Reforço da identidade económica global de Torres Vedras, posicionando-o como polo de exportação e investimento;
- Promover uma rede internacional da Diáspora Torriense institucionalizada e ativa;
- Contributo direto para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico; ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestruturas; ODS 17 – Parcerias para os Objetivos).
PROJETO “SANTA CRUZ: ONDE A INOVAÇÃO GANHA RAÍZES”
Technology & Delivery Center a 2 passos de Lisboa
O projeto “Santa Cruz: Onde a Inovação Ganha Raízes” visa a criação de um Technology & Delivery Center no concelho de Torres Vedras, mais concretamente em Santa Cruz, aproveitando um conjunto de condições geográficas, económicas e sociais que tornam este território especialmente atrativo para empresas tecnológicas e para profissionais altamente qualificados.
Santa Cruz encontra-se a menos de 45 minutos do Aeroporto de Lisboa, o que assegura ligações rápidas a grandes centros de inovação internacionais como Boston, Nova Iorque ou as principais capitais europeias. Esta proximidade, combinada com custos de habitação e de operação muito inferiores aos de Lisboa, constitui um fator competitivo decisivo para captar investimento e fixar talento.
Outro pilar diferenciador é a qualidade de vida oferecida: praias, natureza preservada, segurança, cultura e uma comunidade acolhedora que valoriza o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Este estilo de vida é cada vez mais procurado por nómadas digitais, empreendedores e investigadores estrangeiros, cuja presença tem aumentado em Portugal nos últimos anos, reforçando a atratividade de regiões fora da capital.
A criação do polo em Santa Cruz permitirá gerar centenas de empregos qualificados, dinamizar o comércio local, estimular a restauração, aumentar a procura de alojamento e impulsionar novos serviços, criando um verdadeiro efeito multiplicador na economia. Mais do que um investimento em tecnologia, este projeto poderá constituir uma estratégia de desenvolvimento territorial que conjuga inovação, sustentabilidade e coesão social.
Com parcerias estratégicas com universidades, centros de investigação e empresas, Santa Cruz pode replicar os casos de sucesso de Oeiras (Taguspark), Aveiro (Aveiro Tech City) ou Braga (Startup Braga), afirmando-se como um polo de inovação descentralizado, capaz de colocar o concelho de Torres Vedras no mapa global da tecnologia.
Âncora
Desenvolver estudos para a viabilização de um Technology & Delivery Center em Santa Cruz.
Objetivos
- Criar um ecossistema tecnológico capaz de gerar emprego altamente qualificado;
- Fixar jovens no concelho e atrair talento internacional;
- Diversificar a economia local com foco na inovação, investigação e empreendedorismo;
- Potenciar a economia indireta (habitação, comércio, cultura, restauração);
- Posicionar Torres Vedras no mapa nacional e internacional da inovação.
Compromisso
- Desenvolver estudos para a viabilização de um Technology & Delivery Center em Santa Cruz;
- Encetar contactos para o estabelecimento de parcerias com universidades e centros de investigação, nacionais e estrangeiros;
- Projetar incentivos fiscais e logísticos para empresas tecnológicas;
- Desenvolver condições para atração e integração de talento nacional e estrangeiro;
- Garantir uma estratégia sustentável de médio e longo prazo.
Impacto orçamental
Médio/alto; investimento inicial significativo em infraestrutura e incentivos, mas com elevado retorno económico e social a médio prazo.
Impacto ambiental
- Potencial para atrair projetos sustentáveis e digitais, de baixo impacto físico.
- Incentivo à mobilidade verde e digitalização da economia local.
- Necessidade de planeamento urbano equilibrado para evitar sobrecarga ambiental.
Impacto na juventude
- Geração de empregos qualificados para jovens locais.
- Retenção de talento que, de outra forma, emigraria para Lisboa ou para o estrangeiro.
- Criação de oportunidades de empreendedorismo jovem.
Grau de prioridade
Médio/alto; estratégico para o desenvolvimento económico e social do concelho.
Grau de exequibilidade
- 4 anos: fase inicial de estudos, parcerias e incentivos;
- 8 anos: consolidação do ecossistema tecnológico, instalação, e fixação de empresas;
- 12 anos: maturidade como polo nacional e internacional de inovação.
Legado
- Posicionar Santa Cruz como referência em inovação fora de Lisboa;
- Criar um modelo de desenvolvimento inteligente e sustentável;
- Promover emprego estável, dinamização cultural e projeção internacional para futuras gerações.
- Consolidar uma marca de modernidade e resiliência económica no concelho.