SANTA CRUZ
UMA ESTRATÉGIA PARA O FUTURO, ANCORADA NA IDENTIDADE DO PRESENTE
Santa Cruz é mais do que um destino de verão. É um território vivo, feito de história, paisagem e comunidade, que guarda no Atlântico a sua força maior.
A sua singularidade natural e cultural coloca-nos perante uma oportunidade única: transformar Santa Cruz num polo de desenvolvimento sustentável, capaz de atrair talento, gerar economia e valorizar a qualidade de vida das pessoas, sem perder o que a distingue.
A estratégia de desenvolvimento de Santa Cruz não é apenas um plano: é um compromisso com as gerações futuras. Um compromisso que assenta em três pilares:
I – Qualificação do território e sustentabilidade ambiental
II – Dinamização económica e turística
III – Inclusão social e valorização comunitária
Só assim poderemos afirmar Santa Cruz como um espaço de futuro, autêntico, equilibrado e competitivo, preservando o que é essencial e construindo, em conjunto, um modelo de crescimento mais justo e partilhado.
A atual fragmentação administrativa de Santa Cruz, é um obstáculo à gestão integrada do território. A atuação autónoma de cada junta de freguesia traduz-se frequentemente numa abordagem desarticulada em áreas críticas como a manutenção de espaços públicos, a iluminação, os equipamentos coletivos ou a gestão do espaço urbano.
Esta fragmentação compromete a eficácia da ação pública, gera desigualdades na qualidade dos serviços prestados e limita a afirmação de uma identidade territorial comum e coordenada para Santa Cruz enquanto destino turístico.
- Requalificação da frente de mar e espaço público urbano: tornar Santa Cruz mais organizada, segura e atrativa, com passeios, iluminação, mobiliário urbano e zonas verdes.
- Plano de mobilidade suave: criar ciclovias, percursos pedonais e transportes públicos de ligação a Torres Vedras e ao litoral.
- Turismo sustentável: apostar em turismo diferenciado, evitando o modelo de massas; valorizar o surf, o património natural e a cultura local.
- Eventos como motor económico: reforçar festivais, campeonatos de surf e eventos culturais como parte da marca Santa Cruz.
- Santa Cruz Tech Hub: criar um polo de inovação e empreendedorismo ligado ao surf, ao turismo e às energias renováveis.
- Cluster Surf: aproveitar a notoriedade internacional das ondas para atrair empresas de desporto, tecnologia e turismo ativo.
- Habitação e revisão do PDM: usar a Carta Municipal da Habitação e a revisão do Plano Diretor Municipal para criar novas áreas habitacionais qualificadas e reconverter espaços obsoletos.
- Ligação ao mar e ao ambiente: proteger arribas, dunas e ecossistemas, com programas de requalificação costeira e integração de soluções verdes.
- Identidade cultural e comunitária: reforçar o papel da comunidade residente, criando atividades e equipamentos que não sirvam apenas o turismo de verão, mas também a vivência durante todo o ano.
SANTA CRUZ
Um Lugar Especial
Historicamente, a Praia de Santa Cruz tem sido uma das mais emblemáticas da costa ocidental portuguesa, com referências que remontam ao século XIX como um destino balnear de eleição, imortalizada por figuras literárias como Antero de Quental e Kazuo Dan, que aqui encontraram inspiração para as suas obras. A visão que se projeta para esta região é a de um futuro onde a tradição se entrelaça harmoniosamente com a modernidade, garantindo a preservação da sua essência enquanto se impulsiona o seu desenvolvimento.
Um território de mar e de praias de excelência, mas também de memória, cultura e identidade, Santa Cruz é um espaço que conjuga beleza natural e potencial económico, e que, mais do que nunca, precisa de se afirmar como destino turístico sustentável, polo cultural e motor de desenvolvimento local e de toda a costa atlântica do concelho de Torres Vedras.
Este lugar é mais do que um cenário: é pertença, é responsabilidade coletiva, é um ponto de encontro entre a tradição e a modernidade. Santa Cruz não pode ser encarada apenas como estância balnear de verão; deve ser pensada como território vivo ao longo de todo o ano, onde residentes, visitantes e investidores encontrem qualidade de vida, oportunidades e um equilíbrio saudável entre desenvolvimento e preservação.
Pela sua singularidade, e também porque Santa Cruz nunca foi alvo de uma discussão específica no debate político alargado, ou em eleições autárquicas no passado, aqui deixamos um capítulo exclusivamente dedicado, com as principais propostas que foram discutidas, refletidas e consensualizadas para debate, desenvolvimento ou implementação.
Foi neste espírito que nasceu o Fórum “Santa Cruz, a Nossa Onda”, um momento participativo e criativo que esteve na base de todo o processo de construção desta visão. Durante dois dias, abrimos espaço para ouvir a sociedade civil, recolher contributos de residentes, comerciantes, operadores turísticos, jovens e associações locais, e transformá-los em ideias claras para o futuro.
O Fórum de Discussão “Santa Cruz, a nossa Onda“, realizado a 19 e 20 de julho de 2025 na Praia do Mirante, foi concebido com o propósito fundamental de “ouvir, discutir e propor”. Este evento procurou ativamente a participação da sociedade civil e do Unidos por Torres Vedras, com o objetivo de gerar soluções simultaneamente criativas, coerentes e participadas.
A intenção subjacente foi fortalecer o programa eleitoral do Unidos e demonstrar à comunidade de Torres Vedras que outra Santa Cruz, enquanto âncora da costa atlântica de 20km do nosso concelho, é possível e alcançável.
Através de mesas temáticas, debates e reflexões coletivas, foram trabalhados eixos essenciais para o futuro de Santa Cruz:
- Mobilidade e acessibilidade, com propostas concretas como a via rápida até Santa Cruz e a criação de ligações diretas rodoviárias a Lisboa;
- Valorização do surf e da marca Santa Cruz, incluindo a reformulação do evento Ocean Spirit para que se torne plataforma de referência nacional e internacional;
- Turismo sustentável e planeamento urbano, procurando soluções de equilíbrio entre hotelaria, campismo, autocaravanismo e preservação da identidade local;
- Integração da comunidade e identidade cultural, assegurando que o desenvolvimento não significa massificação, mas sim um reforço do sentimento de pertença e da autenticidade.
SANTA CRUZ, A NOSSA ONDA – UMA VISÃO PARTILHADA
43 Propostas para Santa Cruz
O Fórum “A nossa Onda” fez mais do que recolher opiniões ou ideias: promoveu dinâmicas inovadoras, desde mesas redondas ao ar livre, a debates na praia, reforçando a ligação entre o espaço físico e as ideias em discussão. Criou um canal direto entre a população, operadores económicos e sociedade civil, utilizando ferramentas de participação e de feedback que tornam o processo mais transparente e democrático. O resultado deste esforço coletivo foi a consolidação de consensos, a definição de propostas inovadoras, concretas, e a abertura de novos caminhos para uma Santa Cruz mais forte, mais inclusiva e mais sustentável.
Assim, Santa Cruz deve projetar-se como:
- Um território ligado ao mar e ao surf, mas também à cultura e ao turismo de qualidade, todo o ano;
- Um território com características e um carácter único, marcante, inspirador, tantas vezes marcado pelo forte vento atlântico o qual, em vez de constituir um problema, deve ser encarado como uma força, uma riqueza que importa valorizar, explorar e potenciar;
- Uma terra que deve apostar na mobilidade e nas infraestruturas de qualidade, para quem a habita e para quem a visita, sem perder de vista a sua identidade;
- Um espaço onde a sustentabilidade não pode ser mera retórica ou razão para o imobilismo, mas um compromisso a bem de quem a habita e de quem a visita;
- Uma comunidade que sabe ouvir, participar e decidir em conjunto, sem preconceitos, sem arrastar decisões indefinidamente, sem complicar.
Santa Cruz é a Nossa Onda. Uma Onda que abraça todos, que se renova sem perder a essência, e que nos empurra para a frente, rumo a um futuro em que tradição, inovação e responsabilidade coletiva caminham lado a lado.
Mas esta visão só será possível se rompermos com o ciclo de esquecimento e falta de visão estratégica que têm marcado o destino de Santa Cruz ao longo de décadas. Não podemos continuar a depender de soluções avulsas e de respostas imediatistas, de atrasos constantes, sem planeamento de longo prazo.
É preciso assumir um rumo claro, capaz de transformar todo o seu potencial em realidade e colocar Santa Cruz no lugar que merece: como referência de desenvolvimento equilibrado, sustentável e inovador, em benefício de todos os que aqui vivem e de todos os que nos procuram.
CONCLUSÃO DA VARIANTE PALHAGUEIRAS – SANTA CRUZ
A construção da Variante Palhagueiras–Santa Cruz é uma ambição antiga e uma necessidade incontornável para o futuro do concelho. Esta ligação estruturante permitirá unir a Área Empresarial das Palhagueiras à A8 e ao litoral, criando uma espinha dorsal para a mobilidade entre a cidade, Santa Cruz e a região metropolitana.
A variante responde à saturação e insegurança das vias atuais, muitas delas já obsoletas, garantindo maior fluidez, segurança rodoviária e redução dos constrangimentos de tráfego sazonal.
O impacto será direto na economia local, no turismo e na qualidade de vida dos residentes, reforçando a competitividade de Torres Vedras e a sua atratividade como destino para investir, viver e visitar.
O Unidos por Torres Vedras foi determinante neste processo: desde o início defendemos a construção de duas vias para cada lado, enquanto o PS apenas propunha uma solução minimalista com 1 via para cada lado, incapaz de responder aos desafios do território. Graças à nossa pressão política e persistência, conquistou-se a solução robusta que hoje avança e que servirá verdadeiramente Santa Cruz e todo o concelho.
Objetivos
Reduzir tempos de deslocação; aliviar o tráfego; aumentar a segurança; reforçar competitividade económica; possibilitar transporte público direto.
Âncora
Acessos atuais saturados e sem condições adequadas.
Compromisso
Projeto com financiamento comunitário; integração com estação intermodal e hub de estacionamento; medidas de segurança e gestão de tráfego.
Impacte ambiental
Positivo – menor congestionamento, emissões reduzidas, medidas de mitigação de ruído.
Impacto na juventude
Positivo – acesso mais rápido a educação, emprego e cultura.
Impacto orçamental
Alto.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Eixo estruturante que liga litoral, área empresarial e autoestrada, reforçando a atratividade de Santa Cruz.
MELHORIAS PROVISÓRIAS NAS ESTRADAS DE ACESSO
Até à conclusão da variante, os acessos existentes continuarão congestionados, em especial durante o verão. Esta proposta prevê intervenções pontuais, de baixo custo, mas com grande impacto imediato: repavimentação, melhoria de sinalização e iluminação, criação de baías e pontos seguros de ultrapassagem. Trata-se de garantir que residentes e visitantes dispõem de vias mais seguras e previsíveis enquanto a obra principal não é concluída.
Âncora
Estradas saturadas e inseguras.
Objetivos
Mitigar pontos críticos; aumentar capacidade em picos; garantir acessibilidade; reduzir tempos de viagem.
Compromisso
Obras ligeiras e regulares; calendário anual antes da época balnear.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro/positivo.
Impacto na juventude
Positivo – acessos mais estáveis para jovens estudantes e trabalhadores.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Garantir circulação segura até à entrada em funcionamento da variante.
REQUALIFICAÇÃO E ALCATROAMENTO DE VIAS-CHAVE
Algumas estradas fundamentais de Santa Cruz encontram-se em estado avançado de degradação, com buracos, má drenagem e traçados perigosos. Esta proposta incide sobre troços críticos como a estrada do Alto da Vela, Rua dos Primores e a ligação à Praia Azul. A requalificação, com correção de traçados e melhor pavimento, garante mais segurança, conforto e reforça a imagem de qualidade do destino.
Âncora
Vias degradadas comprometem segurança e imagem.
Objetivos
Remover estrangulamentos; melhorar traçados; aumentar segurança; reduzir custos de manutenção futura.
Compromisso
Projetos por lotes; drenagens integradas; critérios de durabilidade.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro/positivo.
Impacto na juventude
Positivo – deslocações mais seguras.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Rede viária secundária fiável para residentes e turistas.
TERMINAL RODOVIÁRIO | ROTUNDA DOS ANZÓIS
A construção de um terminal rodoviário moderno junto à Rotunda dos Anzóis/Parque de Campismo permitirá transformar Santa Cruz num verdadeiro polo de mobilidade regional.
Com cais abrigados, integração digital de horários, estacionamento dissuasor e ligação direta à futura Variante Palhagueiras–Santa Cruz, esta infraestrutura dará centralidade ao litoral no mapa dos transportes regionais e nacionais.
O terminal será também a base para a criação de ligações diretas a Lisboa, evitando que os residentes no litoral tenham de se deslocar a Torres Vedras para aceder ao transporte rodoviário interurbano. Esta medida não só poupa tempo e recursos às famílias, como reforça a justiça territorial entre cidade e litoral.
Além disso, o terminal permitirá consolidar uma rede de mobilidade mais sustentável, articulada com shuttles locais, ciclovias, “Agostinhas” elétricas e estacionamento dissuasor, reduzindo a pressão automóvel e as emissões de gases poluentes.
Santa Cruz passará assim a ter uma infraestrutura moderna, funcional e amiga do ambiente, capaz de responder às necessidades de residentes, estudantes e turistas, colocando a mobilidade no centro da estratégia de desenvolvimento do litoral.
Âncora
Construção de um terminal rodoviário moderno com localização estratégica na entrada de Santa Cruz.
Objetivos
Criar polo de mobilidade; reduzir dependência do automóvel; articular transportes.
Compromisso
Projeto arquitetónico sustentável; contrato de serviço público com operadores; integração em app com informação em tempo real.
Impacto orçamental
Alto.
Impacte ambiental
Positivo – transferência modal e menos emissões.
Impacto na juventude
Muito positivo – acesso facilitado a estudo, emprego e cultura.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Infraestrutura âncora que liga Santa Cruz à região.
PARQUE DE ESTACIONAMENTO (≥1.000 LUGARES) E INTERCONEXÃO COM ESTAÇÃO INTERMODAL
O estacionamento é um dos maiores problemas de Santa Cruz, sobretudo no verão. Para dar resposta, propomos a criação de um parque de longa duração com mais de 1.000 lugares, localizado junto à Rotunda dos Anzóis, na entrada da localidade.
Este hub permitirá captar o tráfego antes do centro, articulando-se com a futura Estação Intermodal de Santa Cruz e com transportes suaves (ciclovias, “Agostinhas” elétricas, shuttles). Com pavimentos permeáveis e sinalização inteligente em tempo real, reduzirá a pressão automóvel sobre as praias e melhorará a qualidade do espaço público.
O Unidos por Torres Vedras propôs que a Câmara Municipal contemplasse, no estudo da ligação da Área Empresarial das Palhagueiras a Santa Cruz, a criação deste parque de estacionamento de grande dimensão. Graças à nossa intervenção, este equipamento passará a integrar a estratégia de mobilidade.
Este espaço será ainda a base para uma estação intermodal, de onde partirão autocarros diretos para Lisboa, evitando que os residentes do litoral tenham de se deslocar a Torres Vedras para aceder a transporte rodoviário interurbano.
Recorde-se que as freguesias de A-dos-Cunhados, Silveira, S. Pedro da Cadeira e Maceira já superam os 25 mil habitantes. Com esta solução, serão milhares de carros a menos a entupir a Estrada Nacional em direção a Torres Vedras, reduzindo emissões poluentes, promovendo o uso de transportes públicos e garantindo mobilidade mais justa e sustentável.
Âncora
Criação de parque de estacionamento de grandes dimensões.
Objetivos
- Reduzir pressão no centro; diminuir congestionamento; integrar com shuttle e terminal;
- Valorizar a centralidade da ligação Palhagueiras–Santa Cruz como motor económico para o litoral.
Compromisso
Construção faseada; bilhética integrada; monitorização digital de disponibilidade.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro/positivo – menos tráfego no centro.
Impacto na juventude
Positivo – acesso facilitado a atividades e eventos.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Estratégia duradoura de mobilidade costeira.
ESTACIONAMENTO PERIFÉRICO SAZONAL COM SHUTTLE (VAI-E-VEM)
Para responder ao pico estival, criam-se bolsas de estacionamento temporárias articuladas com shuttles elétricos que ligam diretamente às praias. Este sistema reduz a circulação automóvel na frente-mar, melhora a segurança pedonal e cria previsibilidade para residentes e visitantes, sendo replicável noutras zonas da costa.
Âncora
Bolsas de estacionamento temporárias para responder ao congestionamento sazonal elevado.
Objetivos
Reduzir tráfego junto ao mar; aumentar segurança pedonal; melhorar experiência balnear.
Compromisso
Identificação de terrenos; operação de shuttles elétricos; comunicação clara com visitantes.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – menos emissões sazonais.
Impacto na juventude
Positivo – acesso seguro às praias sem carro.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Modelo replicável de mobilidade balnear sustentável.
CARREIRAS DIRETAS SANTA CRUZ–LISBOA
Muitos residentes deslocam-se diariamente a Lisboa, mas enfrentam percursos longos e incómodos. A criação de carreiras diretas por autocarro, via A8, permitirá reduzir tempos porta-a-porta e tornar a alternativa ao automóvel mais competitiva. Este serviço atrairá novos residentes e apoiará estudantes e trabalhadores pendulares.
Âncora
Mobilidade pendular crescente.
Objetivos
Oferecer transporte coletivo competitivo; encurtar tempos de viagem; atrair novos residentes.
Compromisso
Horários ajustados aos picos; bilhete mensal integrado; monitorização de qualidade de serviço.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – menos emissões com transporte coletivo.
Impacto na juventude
Muito positivo – ligação a oportunidades em Lisboa.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Conectividade metropolitana estruturante.
“TUT SANTA CRUZ / LINHA MAR”
A criação de uma linha circular de transporte público local, ligando Santa Cruz às localidades próximas (Póvoa de Penafirme, Boavista, Silveira, Paradas), garante mobilidade quotidiana sem carro. Com frota ecológica, paragens acessíveis e integração tarifária, este serviço aproxima serviços, comércio e equipamentos, promovendo a coesão territorial.
Âncora
Falta de transporte público estruturado no litoral.
Objetivos
Reduzir isolamento; garantir mobilidade inclusiva; apoiar comércio e serviços.
Compromisso
Percurso definido por procura; frota elétrica; integração em aplicação digital.
Impacto orçamental
Médio/alto.
Impacte ambiental
Positivo – menos uso do automóvel.
Impacto na juventude
Muito positivo – deslocações seguras e económicas.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Mobilidade local inclusiva e sustentável.
MITIGAÇÃO DE VELOCIDADE EM VIAS ESTRUTURANTES
As vias que atravessam zonas residenciais e de lazer de Santa Cruz registam excesso de velocidade, criando riscos para peões e ciclistas. A proposta inclui a instalação de lombas, chicanes, estreitamentos óticos, radares pedagógicos e reforço de passadeiras. O objetivo é compatibilizar a circulação automóvel com a vida quotidiana, tornando as ruas mais humanas e seguras.
Âncora
Estradas com tráfego rápido atravessam áreas residenciais.
Objetivos
Reduzir sinistralidade; adaptar velocidades; aumentar segurança de modos suaves.
Compromisso
Instalação de dispositivos de acalmia; monitorização semestral.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Positivo – menos ruído e emissões.
Impacto na juventude
Muito positivo – segurança no percurso escola–casa–lazer.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Rede viária compatível com a vivência local.
SEGURANÇA RODOVIÁRIA E ZONAS DE CARGAS/DESCARGAS
O aumento do tráfego e da atividade comercial em Santa Cruz criou conflitos entre carros, peões e logística urbana. É necessário ordenar cargas e descargas com horários regulados e zonas dedicadas, além de reforçar a sinalização, iluminação e circulação com sentidos únicos, quando necessário. Com isto, promove-se o comércio local sem comprometer a segurança urbana.
Âncora
Crescente tráfego e logística sazonal.
Objetivos
Diminuir conflitos; promover comércio local; aumentar previsibilidade da circulação.
Compromisso
Criação de zonas reguladas; plano de circulação; fiscalização.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Positivo – menos manobras perigosas e emissões.
Impacto na juventude
Positivo – centros urbanos mais seguros.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Espaço público mais seguro e eficiente.
REQUALIFICAÇÃO DOS ACESSOS VIA AEROCLUBE E CENTRO-PRAIA AZUL
Melhorar acessos ao núcleo urbano e às praias através da requalificação de ligações estratégicas como a via do Aeroclube e o eixo Centro-Praia Azul. Estas obras aumentarão a resiliência da rede local, reduzindo os tempos de deslocação.
Âncora
Requalificação de ligações estratégicas na costa atlântica.
Objetivos
Reduzir tempos; garantir alternativas em pico; facilitar circuito diário.
Compromisso
Projeto faseado; integração com ciclovias e passadiços; sinalização reforçada.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro/positivo – maior fluidez reduz emissões.
Impacto na juventude
Positivo – trajetos mais rápidos e seguros.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Rede de acessos robusta e funcional.
PASSEIO MARÍTIMO PERMANENTE (VIGIA–CENTRO)
O passeio marítimo entre o Miradouro da Vigia e o centro de Santa Cruz será um percurso contínuo, acessível e seguro, que articula concessionários, restauração, atividades desportivas e lazer. Mais do que uma infraestrutura, é um elemento identitário que devolve o mar às pessoas durante todo o ano, promovendo turismo sustentável e espaço de convívio comunitário.
Âncora
Frente marítima fragmentada, sem percurso integrado.
Objetivos
Qualificar a frente-mar; dinamizar comércio e restauração; promover mobilidade suave e desporto.
Compromisso
Projeto faseado com acessibilidade universal; espaços de estadia e miradouros; plano de manutenção costeira.
Impacto orçamental
Médio/alto.
Impacte ambiental
Positivo – valoriza paisagem e incentiva modos suaves.
Impacto na juventude
Muito positivo – espaço de convívio, desporto e cultura.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Marca identitária que reforça a vivência atlântica.
EXPANSÃO DOS PASSADIÇOS – “ROTA DO ATLÂNTICO”
Criar um corredor costeiro contínuo através da expansão e interligação de passadiços existentes, protegendo dunas e ecossistemas frágeis, promovendo o turismo de natureza e bem-estar. Esta rede ligará as praias, miradouros e trilhos, tornando-se uma atração cultural e ambiental de referência.
Objetivos
Aumentar acessibilidade e segurança; proteger ecossistemas; promover turismo sustentável.
Âncora
Costa com elevado valor cénico, mas sem continuidade de percursos.
Compromisso
Inventário de troços críticos; uso de materiais resistentes; sinalética interpretativa.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Muito positivo – preserva habitats e educa ambientalmente.
Impacto na juventude
Positivo – percursos de lazer e desporto.
Prioridade
Média/alta.
Exequibilidade
12 anos.
Legado
Ligação verde-azul que dá identidade à costa.
PASSADIÇOS PERMANENTES NAS PRAIAS, BANCOS E TOLDOS, ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS DE SANTA CRUZ
Santa Cruz viva, 365 dias por ano
Importa prosseguir a discussão sobre os 20 km de costa marítima entre Assenta e Porto Novo, consolidar conhecimento, envolver o mais amplo leque de agentes locais e interessados e definir uma estratégia consequente, exequível e programada a curto, médio e longo prazos.
A Estrada para o Litoral e o Centro Cívico de Santa Cruz irão tornar-se realidade, permitindo que a zona costeira seja mais atrativa ao longo de todo o ano e não apenas durante a época balnear.
Durante a pandemia, Santa Cruz e as praias do concelho ganharam mais residentes e visitantes não sazonais. Neste contexto, a manutenção dos passadiços permanentes nas praias, dos bancos e dos toldos é uma medida essencial para garantir o melhor usufruto das praias ao longo de todo o ano, com ganhos para a sua atratividade e para a qualidade de vida das populações locais.
Com a correta introdução de suportes que fixem os estrados à areia, estarão reunidas as condições técnicas para que este equipamento permaneça em permanência no areal.
Âncora
Valorização contínua da frente atlântica de Torres Vedras, tornando-a acessível e atrativa em todas as estações.
Objetivos
- Assegurar a manutenção permanente dos passadiços, bancos e toldos nas praias de Santa Cruz;
- Reforçar a atratividade turística da costa torriense durante os 12 meses do ano;
- Melhorar a acessibilidade e comodidade para residentes, visitantes e turistas, independentemente da época balnear;
- Contribuir para a dinamização económica local através da valorização da frente marítima.
Metas
- Implementar passadiços e mobiliário urbano permanentes em 100% das praias de Santa Cruz até 2026;
- Reduzir os custos anuais associados à montagem e desmontagem destes equipamentos em pelo menos 20%;
- Aumentar em 15% a taxa de visitantes fora da época balnear até 2027;
- Garantir condições técnicas adequadas para a preservação e fixação dos passadiços no areal ao longo de todo o ano.
Compromisso
Cuidar de Santa Cruz como um espaço permanente de lazer, turismo e qualidade de vida, e não apenas sazonal.
Impacto orçamental
Médio; requer investimento inicial em suportes de fixação e adaptação estrutural, compensado pela poupança na operação anual de montagem/desmontagem.
Impacte ambiental
Estrados fixos e estáveis reduzem a movimentação sazonal de equipamentos, diminuindo a pegada ecológica e preservando a duna e o areal.
Impacto na juventude
Facilitar o acesso às praias durante todo o ano, promovendo desporto, lazer e bem-estar juvenil em condições seguras e atrativas.
Prioridade
Média; Relevante para a valorização turística e ambiental da costa, com impacto direto na qualidade de vida dos residentes e na experiência dos visitantes.
Exequibilidade
3 a 4 anos – Depende de adaptação técnica e de estudo ambiental prévio, mas é totalmente exequível no médio prazo.
Legado
Percurso icónico que reforçará a experiência atlântica;
Santa Cruz viva durante todo o ano, com praias acessíveis, confortáveis e atrativas para residentes, turistas e visitantes, reforçando a identidade costeira do concelho.
INFRAESTRUTURA CICLÁVEL – CONTINUIDADE E MANUTENÇÃO
Santa Cruz necessita de uma rede ciclável coerente e segura, ligando escolas, praias e equipamentos. Esta proposta prevê a continuidade das ciclovias, manutenção regular e integração com estacionamento e sinalização. É um investimento em mobilidade ativa, saudável e sustentável.
Âncora
Rede fragmentada desincentiva uso da bicicleta.
Objetivos
Garantir percursos seguros; aumentar uso da bicicleta; ligar equipamentos.
Compromisso
Mapa de rede alvo; auditorias de segurança; integração com “Agostinhas”.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – menos emissões e ruído.
Impacto na juventude
Muito positivo – autonomia juvenil e estilos de vida ativos.
Prioridade
Média/alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Rede ciclável funcional e inclusiva.
EXPANSÃO DAS “AGOSTINHAS” PARA SANTA CRUZ
O sistema municipal de bicicletas partilhadas deve ser alargado a Santa Cruz e a toda a frente costeira, através de docas em pontos estratégicos: praias, estação intermodal, hubs de estacionamento e zonas de maior fluxo turístico.
A nova geração de bicicletas elétricas permitirá percorrer distâncias mais longas e vencer desníveis, tornando a rede mais inclusiva, cómoda e atrativa tanto para residentes como para visitantes.
Esta expansão reforça a mobilidade ativa, facilita as primeiras e últimas milhas das deslocações, reduz a dependência automóvel e integra a população numa rede moderna, sustentável e ecológica que liga a cidade ao litoral.
Âncora
Extensão de um sistema de mobilidade suave que já existe no concelho mas falta no litoral.
Objetivos
Facilitar deslocações curtas; promover turismo sustentável; integrar transportes.
Compromisso
Estudos de procura; integração digital; manutenção contratualizada.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – reduz emissões e congestionamento.
Impacto na juventude
Muito positivo – alternativa acessível para jovens sem carro.
Prioridade
Média/alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Serviço de mobilidade moderna alinhado com perfil atlântico.
GABINETE DE ACOMPANHAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE SANTA CRUZ
O concelho de Torres Vedras possui 20 km de costa marítima entre a Assenta e o Porto Novo, mas continua a revelar uma relação essencialmente passiva com o mar, sem uma política municipal clara nem um debate estruturado sobre como planear o futuro. Santa Cruz, enquanto estância balnear de referência, enfrenta problemas de planeamento, gestão e desenvolvimento, que se tornaram particularmente evidentes no compromisso da época balnear deste ano.
A criação de um Gabinete de Acompanhamento e Desenvolvimento de Santa Cruz surge como resposta à necessidade urgente de coordenar esforços, planear estrategicamente e garantir que Santa Cruz se torne um polo dinâmico e atrativo ao longo de todo o ano.
Âncora
Criação de um Gabinete de Acompanhamento e Desenvolvimento de Santa Cruz.
Objetivos
- Criar um instrumento para garantir o planeamento dedicado e gestão contínua de Santa Cruz, com ligação direta à Câmara Municipal e às Juntas de Freguesia da Silveira, A-dos-Cunhados, Maceira e São Pedro da Cadeira.
- Consolidar um modelo de desenvolvimento integrado, que valorize o turismo, a economia local, a cultura e a identidade da estância balnear.
- Fomentar a literacia do mar, a consciência ecológica e o alinhamento com a Estratégia Nacional para o Mar 2021/2030.
- Estabelecer parcerias nacionais e internacionais que potenciem o investimento e a criação de emprego.
- Garantir que Santa Cruz seja “vivida” durante os 365 dias do ano, reforçando a coesão social e económica.
Compromisso
O Gabinete terá como funções:
- Propor e acompanhar intervenções estruturais e de requalificação ((infraestruturas, regeneração urbana, mobilidade, ambiente, habitação, entre outros);
- Apoiar o comércio local e a captação de investimento, nacional e internacional
- Apoiar a candidatura a fundos comunitários e programas de financiamento que possam ser usados para Santa Cruz.
- Melhorar a gestão e manutenção de espaços públicos e equipamentos;
- Coordenar o planeamento e a execução da época balnear, evitando os constrangimentos verificados em anos anteriores;
- Promover a imagem de Santa Cruz, nacional e internacionalmente, enquanto estância balnear de excelência, integrada numa estratégia municipal para todo o litoral.
- Coordenar a articulação entre diferentes serviços municipais/autárquicos, promovendo a dinamização de Santa Cruz durante todo o ano, em estreita ligação com a estratégia da Câmara Municipal e colaboração das Juntas de Freguesia da Silveira, A-dos-Cunhados, Maceira e São Pedro da Cadeira.
- Conceber e acompanhar planos estratégicos de desenvolvimento local/regional.
- Promover a participação dos cidadãos em processos de decisão sobre o território em campanhas de âmbito municipal.
- Implementar projetos-piloto de inovação social, digital e ambiental.
- Promover campanhas de informação sobre projetos em curso, em estreita colaboração com os serviços de Comunicação da Autarquia.
- Fomentar redes colaborativas entre instituições locais e cidadãos.
- Dinamizar fóruns e encontros de desenvolvimento territorial.
Impacto orçamental
Médio/baixo; a criação do Gabinete pode implicar um investimento relevante, no curto prazo mas será determinante para o desenvolvimento económico e turístico de longo prazo.
Impacte ambiental
Positivo. O gabinete permitirá enquadrar as ações locais em planos de sustentabilidade ambiental e proteção costeira, promovendo a literacia do mar e a preservação dos ecossistemas litorais.
Impacto na juventude
Elevado. O projeto fomentará emprego e oportunidades ligadas ao turismo, ao desporto, à inovação e à cultura, com forte potencial de atração para as gerações mais jovens.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
Médio prazo (2 a 4 anos), com fases de implementação progressiva e possibilidade de replicação ao longo de todo o litoral do concelho.
Legado
O Gabinete de Acompanhamento e Desenvolvimento de Santa Cruz será o ponto de viragem para transformar a relação do concelho com o mar. Permitirá criar uma estância balnear com identidade própria, sustentável e ativa durante todo o ano, replicável noutras zonas costeiras, e com impacto duradouro na qualidade de vida dos cidadãos e na atratividade turística do território.
CENTRO CÍVICO DE SANTA CRUZ
Confirmada pela Câmara Municipal a execução do projeto do Centro Cívico de Santa Cruz, da autoria do arquiteto Paulo David (vencedor do concurso de 2011), importa libertar a verba necessária para a sua concretização, aproveitando o momento da aprovação do saldo de gerência.
Santa Cruz carece de um espaço comunitário multifuncional que agregue serviços, cultura e participação cidadã. O Centro Cívico reunirá auditório, galeria, espaços de cowork, serviços públicos e áreas para juventude e associações. Um polo que dará coesão à vida social e cultural de Santa Cruz.
Este equipamento-âncora, há muito reclamado, deverá constituir uma referência comunitária fundamental para a revitalização social, cultural e urbana do litoral. O investimento permitirá fixar mais população ao longo do ano e consolidar o comércio e os serviços locais.
Âncora
Centro Cívico de Santa Cruz como motor de dinamização do litoral.
Objetivos
- Executar o projeto do Centro Cívico de Santa Cruz sem mais atrasos;
- Criar um polo estruturante para a revitalização social, cultural e económica do litoral;
- Fortalecer laços comunitários; oferecer serviços de proximidade; dar espaço a jovens e associações.
- Fixar população e atrair visitantes durante todo o ano;
- Reforçar a centralidade de Santa Cruz enquanto espaço de encontro comunitário.
Compromisso
- Libertar a verba necessária à execução do projeto, aproveitando o saldo de gerência;
- Projeto sustentável; modelo de gestão aberto a associações; programação variada.
Impacto orçamental
Alto; investimento inicial significativo, mas estruturante para o concelho.
Impacte ambiental
Moderado – construção em espaço urbano consolidado, com possibilidade de aplicar critérios de sustentabilidade.
Impacto na juventude
Elevado – criação de espaços culturais, recreativos e de convívio que estimulam a participação cívica e comunitária dos jovens.
Prioridade
Alta; por se tratar de um equipamento estruturante e reclamado há mais de uma década.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Casa comum da comunidade. Um equipamento cultural e cívico de referência, que irá fortalecer a identidade de Santa Cruz e posicionar a nossa costa atlântica como destino atrativo durante todo o ano.
CENTRO DE SURF “OCEAN SPIRIT INNOVATION CENTER”
(ESPAÇO FÍSICO E COLETIVO)
Santa Cruz, com forte tradição no surf, precisa de um espaço municipal dedicado a apoiar escolas, formar instrutores, dinamizar investigação e consolidar a comunidade surfista. Este centro será uma infraestrutura de referência com balneários, salas de formação e laboratórios de investigação aplicada.
Representa a consolidação de Santa Cruz como “capital do surf”.
Âncora
Criar o Ocean Spirit Innovation Center.
Objetivos
Consolidar ecossistema local; oferecer formação certificada; promover investigação aplicada.
Impacto orçamental
Alto.
Compromisso
Infraestrutura multifuncional; protocolos com universidades e federações; bolsas para instrutores locais.
Impacte ambiental
Positivo – educação ambiental e marinha.
Impacto na juventude
Muito positivo – qualificação e empregabilidade.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
8-12 anos.
Legado
Infraestrutura âncora da capital do desporto.
PARQUE AVENTURA SANTA NATURA
Criação de um Parque Aventura em Santa Cruz, aproveitando os terrenos do ex-karting e do ex-Campo de Tiro, permitindo oferecer experiências envolventes a visitantes de todas as idades, valorizando a sustentabilidade, a natureza e a diversão.
Este grande parque verde multifuncional em terrenos há muito desativados, mas de grande potencial, com trilhos, zonas de merendas, espaços para eventos e equipamentos lúdico-pedagógicos será um pulmão verde, combinando lazer, recreação e educação ambiental.
Santa Cruz carece de equipamentos-âncora que atraiam visitantes durante todo o ano. O Parque Aventura surge como complemento ao futuro Centro Cívico, reforçando a fixação populacional e dinamização económica.
Âncora
Criar o Parque Aventura Santa Natura.
Objetivos
- Valorizar e requalificar uma grande área verde, criando espaços para eventos, com infraestruturas e condições técnicas e de segurança adequadas, permitindo a utilização todo o ano numa lógica multifuncional e para todas as idades;
- Requalificar terrenos sem uso com um equipamento estruturante e criar espaços resilientes a intempéries possibilitando a realização de eventos todo o ano;
- Revitalizar social, recreativa e culturalmente Santa Cruz;
- Criar um espaço de lazer, natureza, recreação e aventura para todas as idades;
- Apoiar o comércio e os serviços locais através da dinamização turística.
Compromisso
Plano de usos com zonamento ecológico e recreativo com infraestruturas leves, multifuncionais e de acessibilidade universal;
Projeto modular com plano de evacuação e de mitigação acústica.
Impacto orçamental
Alto.
Impacte ambiental
Muito positivo – recuperação ecológica e ordenamento de usos.
Impacto na juventude
Positivo – espaço para lazer e voluntariado.
Prioridade
Médio/alto.
Exequibilidade
8 anos (pela dimensão do investimento e necessidade de planeamento urbanístico e financeiro).
Legado
Pulmão verde costeiro estruturante e um espaço de referência no turismo e lazer sustentáveis, que fortaleça a identidade local de Santa Cruz, que sirva quem aqui habita e atraia visitantes de forma duradoura.
SANTA CRUZ – PARQUE DE JOGOS – REABILITAÇÃO DEFINITIVA
O Parque de Jogos de Santa Cruz é um espaço de grande valor simbólico e comunitário. Ao longo de décadas foi palco de inúmeras atividades desportivas, recreativas e culturais, mas encontra-se hoje degradado e subutilizado. É urgente avançar com uma reabilitação definitiva que recupere o projeto inicial, acrescentando novas valências que respondam às necessidades atuais da população.
Âncora
Devolver à comunidade um espaço central, com tradição desportiva e cultural, adaptado às exigências contemporâneas.
Objetivos
- Reabilitar o Parque de Jogos de Santa Cruz com novas infraestruturas modernas e funcionais
- Recuperar o projeto inicial, incluindo ringue coberto, balneários, cafetaria e Skate Park
- Acrescentar dois campos de Padel, aumentando a utilização do espaço durante todo o ano
- Valorizar um espaço público central, tornando-o novamente um polo de vida comunitária
Compromisso
Concretizar uma requalificação há muito prometida, garantindo que o Parque de Jogos volta a ser plenamente utilizado pela população.
Impacto orçamental
Médio; investimento moderado, com grande retorno em utilização e valorização comunitária.
Impacte ambiental
Positivo, ao promover a recuperação e utilização de um espaço já existente em vez de criar novas áreas de pressão urbanística.
Impacto na juventude
Elevado: cria condições para a prática desportiva regular, lazer saudável e convívio intergeracional, fortalecendo a ligação dos jovens ao desporto.
Prioridade
Média/alta (promessa antiga, com forte simbolismo para Santa Cruz e para a juventude local).
Exequibilidade
4 anos (tempo necessário para projeto, execução da obra e entrada em funcionamento).
Legado
Um espaço renovado, multifuncional e inclusivo que reforça a identidade de Santa Cruz e assegura um futuro mais ativo e participativo para toda a comunidade.
REATIVAÇÃO DE ESPAÇOS DE LAZER
Reabrir e dinamizar espaços de lazer como salões de jogos, cinemas ao ar livre e áreas cobertas de convívio familiar. Estas estruturas diversificam a oferta de lazer, hoje concentrada na época balnear, e devolvem vida a equipamentos desativados.
Âncora
Oferta atual é limitada e sazonal.
Objetivos
Diversificar oferta de lazer; recuperar espaços subutilizados; criar programação regular.
Compromisso
Mapeamento de espaços; gestão comunitária; integração com o Centro Cívico.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro.
Impacto na juventude
Positivo – espaços seguros e acessíveis.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Ecossistema de lazer que enriquece o quotidiano.
CENTRO INTERPRETATIVO E NÚCLEOS CULTURAIS DE SANTA CRUZ
A antiga azenha de Santa Cruz, já requalificada, deve ser repensada e dinamizada como um centro interpretativo vivo, que vá além da exposição estática. Mais do que um museu, será um espaço de aprendizagem ativa, com oficinas, visitas e programas que envolvam escolas, associações e turistas, cruzando história, cultura e comunidade. Assim, deve valorizar-se um património simbólico que continua subaproveitado.
Paralelamente, propõe-se a criação de novos núcleos culturais complementares:
- Um núcleo sobre os “loucos anos 20”, explorando a aura boémia e cosmopolita de Santa Cruz, especialmente a partir da Torre, criando experiências imersivas que liguem memória, turismo e identidade local;
- Um Museu Vivo da Vida Marítima, dedicado às tradições piscatórias, à arte-xávega e à memória marítima, com oficinas, exposições, demonstrações e arquivo digital de histórias orais.
Desta forma, Santa Cruz ganha um conjunto articulado de espaços culturais que reforçam a sua identidade, projetando-a como destino diferenciado e inovador, capaz de conjugar memória, comunidade e turismo.
Objetivos
- Valorizar a memória coletiva e o património imaterial;
- Criar polos culturais dinâmicos e complementares;
- Reforçar a identidade comunitária e turística de Santa Cruz;
- Promover experiências educativas para jovens e visitantes.
- Reavivar a forte memória marítima pouco explorada;
Âncora
Requalificação da função da Azenha de Santa Cruz como símbolo histórico da vila;
Compromisso
- Reforçar a dinamização da Azenha com conteúdos multimédia e oficinas;
- Criar núcleos complementares (anos 20, vida marítima) com parcerias escolares, associativas e piscatórias;
- Desenvolver um programa anual de atividades educativas e turísticas.
Impacto Orçamental
Médio/baixo.
Impacto Ambiental
Neutro/positivo — aposta na reabilitação em vez de nova construção.
Impacto na Juventude
Positivo — recurso educativo, espaço de voluntariado e reforço do orgulho identitário.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
12 anos – implementação faseada.
Legado
Um conjunto de equipamentos culturais enraizados na memória local, que recuperam tradições, reforçam a identidade de Santa Cruz e oferecem experiências diferenciadas para residentes, jovens e visitantes.
REFORMULAÇÃO DO OCEAN SPIRIT (ANO INTEIRO)
O Ocean Spirit deve deixar de ser apenas um evento sazonal e transformar-se numa marca anual que cruza desporto, inovação e cultura. Com programação contínua, parcerias com escolas de surf e uma plataforma digital, o evento reposiciona Santa Cruz como capital dos desportos de ondas e estende as iniciativas e eventos a toda a costa atlântica, desde o Porto da Assenta à Praia de Porto Novo.
Âncora
Ocean Spirit deixando de ser apenas um evento sazonal e transformar-se numa marca anual que cruza desporto, inovação, turismo e cultura.
Objetivos
Reforçar ligação ao surf e desportos de vento; atrair público jovem; criar calendário anual.
Compromisso
Parcerias com escolas de surf; app e conteúdos digitais; práticas sustentáveis.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – promoção de sustentabilidade em eventos e sensibilização pública para a preservação da costa atlântica e da biodiversidade.
Impacto na juventude
Muito positivo – envolvimento em desporto e voluntariado.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Marca “chapéu” ativa todo o ano.
FEIRA ANUAL DE MATERIAIS DE MAR E AR LIVRE
Realizar uma feira setorial dedicada a equipamentos de surf, desportos de vento e atividades outdoor, com demonstrações e test drives. Este evento atrairá marcas internacionais, startups locais e visitantes especializados, posicionando Santa Cruz como referência do desporto de natureza.
Âncora
Potencial de Santa Cruz como capital de desportos de natureza.
Objetivos
Atrair investimento; gerar receita; reforçar notoriedade internacional.
Compromisso
Parcerias com indústria e media; workshops técnicos; espaço para startups locais.
Impacto orçamental
Médio/alto.
Impacte ambiental
Neutro.
Impacto na juventude
Positivo – empregabilidade e empreendedorismo jovem.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Evento anual que coloca Santa Cruz no mapa do setor.
CAPTAÇÃO DE GRANDES EVENTOS
Atrair eventos de grande escala que diversifiquem o calendário e tragam notoriedade, mas com planeamento responsável para minimizar impactos. A iniciativa articula-se com Ocean Spirit, Centro de Surf e comércio local.
Âncora
Eventos âncora são motores de projeção.
Objetivos
Aumentar notoriedade; atrair público jovem; dinamizar comércio.
Compromisso
Caderno de encargos sustentável; plano de mobilidade e segurança; contrapartidas sociais.
Impacto orçamental
Médio/alto.
Impacte ambiental
Neutro/positivo – condicionado a gestão sustentável.
Impacto na juventude
Muito positivo – oportunidades culturais e emprego.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Portefólio de eventos que projeta Santa Cruz.
MARCA “SANTA CRUZ ATLÂNTICA”
Desenvolver uma marca territorial unificada que comunique autenticidade, natureza e qualidade, apoiando a promoção turística e o investimento. Uma narrativa comum reforça a identidade e diferencia Santa Cruz no mercado.
Âncora
Criar uma marca estruturada além do Carnaval/verão.
Objetivos
Diferenciar destino; apoiar captação de investimento; unificar comunicação.
Compromisso
Identidade visual e manual de aplicação; campanhas coordenadas; observatório de notoriedade.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Neutro.
Impacto na juventude
Positivo – envolve jovens criativos.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Marca duradoura que projeta Santa Cruz internacionalmente.
COMUNICAÇÃO DIGITAL – APP, WEBSITE E CALENDÁRIO
Desenvolver uma plataforma digital (app + site) que concentre eventos, transportes e serviços, com calendário atualizado e informação integrada. Uma ferramenta simples e acessível para residentes e visitantes, promovendo participação e melhorando a imagem de Santa Cruz.
Âncora
Divulgação de eventos é atualmente altamente insuficiente.
Objetivos
Melhorar a divulgação; facilitar o planeamento; reforçar a marca Santa Cruz.
Compromisso
Backend de dados abertos; gestão colaborativa; alertas e feedback do público.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Positivo – menos papel e otimização de deslocações.
Impacto na juventude
Muito positivo – canal digital próximo da juventude.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Presença digital robusta e permanente.
FESTIVAL DO “ATLÂNTICO DESAPRESSADO”
Criar um festival de inverno/primavera que celebre o Atlântico através da música, arte, gastronomia e poesia. O evento combaterá a sazonalidade e reforçará Santa Cruz como destino cultural fora da época balnear, ao mesmo tempo que dará palco a artistas locais e emergentes.
Âncora
Oferta cultural concentrada no verão e que importa estender a todo o ano.
Objetivos
Combater sazonalidade; atrair visitantes; dar palco a criadores locais.
Compromisso
Curadoria anual; circuito multi-locais; plano de sustentabilidade.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro.
Impacto na juventude
Positivo – oportunidades culturais e voluntariado.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Evento identitário fora da época alta.
PROGRAMA “SANTA CRUZ +ATIVA”
Promover aulas abertas de yoga, caminhadas, surf e atividades desportivas gratuitas, durante todo o ano, com destaque para o inverno. O programa incentiva estilos de vida saudáveis e cria laços comunitários intergeracionais. Santa Cruz deve tornar-se assim um espaço de desporto ao ar livre acessível a todos.
Âncora
Potenciar o espaço público costeiro subaproveitado.
Objetivos
Estimular saúde e bem-estar; ativar espaço público; promover inclusão.
Compromisso
Calendário anual; parcerias com associações locais; avaliação semestral de impacto.
Impacte ambiental
Positivo – mobilidade ativa e estilos de vida sustentáveis.
Impacto na juventude
Muito positivo – acesso gratuito e inclusivo.
Impacto orçamental
Baixo.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Rotina comunitária saudável e duradoura.
TURISMO 365 – RETIRO ATLÂNTICO DE INVERNO
Posicionar Santa Cruz como destino anual através de surf de inverno, desportos do vento, retiros culturais, programas de bem-estar e natureza. Uma aposta em turismo de nicho e estadias prolongadas, que combata a sazonalidade.
Âncora
Turismo ao longo de todo o ano.
Objetivos
Criar economia turística fora do verão; atrair visitantes de nicho; articular natureza e cultura.
Compromisso
Protocolos com alojamento e restauração; calendário de atividades; promoção digital segmentada.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – turismo de baixo impacto.
Impacto na juventude
Positivo – estágios e emprego sazonal qualificado.
Prioridade
Média/alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Destino anual alternativo no Atlântico.
CAMPANHA “SANTA CRUZ FORA DA ÉPOCA”
Desenvolver campanhas promocionais com pacotes exclusivos no outono/inverno, incluindo experiências culturais e naturais. Esta medida fideliza públicos e atrai visitantes em meses de baixa ocupação.
Âncora
Necessidade de combater sazonalidade.
Objetivos
Aumentar procura em baixa época; qualificar oferta; fidelizar públicos.
Compromisso
Marketplace online; vouchers culturais; monitorização de taxas de ocupação.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Positivo – uso eficiente da capacidade instalada.
Impacto na juventude
Positivo – oportunidades em marketing e media.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Turismo fora da época como rotina.
ALOJAMENTO ACESSÍVEL E SUSTENTÁVEL
(INCL. NÓMADAS DIGITAIS)
Incentivar a criação de alojamentos de baixo impacto, cooperativos e acessíveis, para acolher turistas, nómadas digitais e residentes temporários, sem pressionar a habitação local.
Âncora
Falta de tipologias diversificadas e sustentáveis.
Objetivos
Diversificar o alojamento; atrair nómadas digitais; proteger o mercado habitacional.
Compromisso
Incentivos à reabilitação; certificação ambiental; parcerias com cowork e Centro Cívico.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – maior eficiência energética.
Impacto na juventude
Positivo – networking e oportunidades de trabalho remoto.
Prioridade
Média/alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Modelo de alojamento equilibrado e sustentável.
ÁREA DE SERVIÇO PARA AUTOCARAVANAS
Criar uma infraestrutura dedicada e ordenada para autocaravanas, com vista mar e serviços de apoio, garantindo estadias seguras e reguladas. Este espaço permitirá captar um segmento turístico crescente e reduzir a ocupação indevida do espaço público.
Âncora
Procura existente não encontra condições adequadas.
Objetivos
Atrair turismo de autocaravanismo; ordenar permanências; gerar receita local.
Compromisso
Localização adequada; sistema de reservas; integração com transportes e trilhos.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – ordena usos e reduz impactos difusos.
Impacto na juventude
Indireto positivo – animação económica cria oportunidades.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
4 anos.
Legado
Integra Santa Cruz nas rotas do autocaravanismo.
REVISÃO DA LOCALIZAÇÃO DO PARQUE DE CAMPISMO
Avaliar a relocalização do atual parque de campismo, libertando solo estratégico para habitação e ordenamento urbano, procurando qualificar a oferta turística. É uma medida de longo prazo que deve equilibrar turismo e habitação.
Âncora
Reavaliação da localização atual do parque de campismo.
Objetivos
Otimizar o uso do solo; conciliar turismo e habitação; modernizar o parque.
Compromisso
Estudos urbanísticos e ambientais; consulta pública; plano de transição faseada.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Neutro/positivo – depende da solução final.
Impacto na juventude
Positivo – melhor ordenamento melhora qualidade de vida.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
12 anos.
Legado
Equilíbrio entre turismo e habitação.
REABILITAÇÃO DAS PISCINAS DO PISÃO (USO ANUAL)
Transformar o complexo do Pisão, através de uma parceria entre os atuais proprietários e a Câmara Municipal, numa infraestrutura desportiva e de lazer funcional todo o ano, com piscinas cobertas e programação diversificada. Visa responder-se à falta de espaços desportivos de inverno e aumentar a atratividade local.
Âncora
Equipamento existente subaproveitado.
Objetivos
Criar oferta recreativa fora da época balnear; apoiar programas de saúde; atrair turismo desportivo.
Compromisso
Reabilitação energética; coberturas; programação regular em parceria com clubes.
Impacto orçamental
Médio/alto.
Impacte ambiental
Neutro/positivo – reabilitação de ativo existente.
Impacto na juventude
Muito positivo – espaço acessível e de prática desportiva.
Prioridade
Médio/alto.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Âncora de lazer para o Turismo 365.
RESTRIÇÃO DE EDIFICABILIDADE NO PDM
Inscrever regras no PDM que preservem a paisagem e a identidade, restringindo construção em áreas sensíveis e privilegiando reabilitação. Garantir crescimento sustentável e qualidade de vida.
Âncora
Criar constrangimentos no PDM para evitar intervenções que descaracterizem a paisagem.
Objetivos
Evitar expansão desordenada; proteger ecossistemas; compatibilizar turismo e habitação.
Compromisso
Cartografia de sensibilidade; parâmetros de densidade e cércea; mecanismos de compensação.
Impacto orçamental
Baixo.
Impacte ambiental
Muito positivo – preservação de habitats.
Impacto na juventude
Positivo – garante futuro habitável.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
12 anos.
Legado
Crescimento controlado e sustentável.
REVISÃO DOS IGT – UOPG, ÁREAS TURÍSTICAS E IDENTIDADE CULTURAL
Atualizar os instrumentos de gestão territorial (IGT), criando Unidades Operativas específicas (UOE) e Áreas de Identidade Cultural Local (AICL). Permitirá o planeamento coerente e equilibrado, ajustado à realidade de Santa Cruz e da costa atlântica.
Âncora
Atualizar os instrumentos de gestão territorial.
Objetivos
Planeamento orientado; equilíbrio entre desenvolvimento e preservação; zonamento cultural e comunitário.
Compromisso
Processo participativo; avaliação estratégica; implementação por zonas.
Impacto orçamental
Médio.
Impacte ambiental
Positivo – enquadramento ambiental mais robusto.
Impacto na juventude
Positivo – previsibilidade para projetos jovens.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
8 anos.
Legado
Desenvolvimento coeso e sustentável.
POLÍTICA DE HABITAÇÃO ACESSÍVEL E PERMANENTE
Criar soluções de habitação cooperativa, intergeracional e com renda apoiada, garantindo vida local autêntica e evitando a expulsão por pressão turística, criando um investimento estrutural na estabilidade comunitária.
Âncora
Programa de habitação cooperativa, intergeracional e com renda apoiada.
Objetivos
Fixar residentes; atrair jovens e famílias; reabilitar edificado com eficiência.
Compromisso
Programa municipal de incentivos; bolsas de arrendamento; reserva de frações acessíveis em reabilitações.
Impacto orçamental
Alto.
Impacte ambiental
Positivo – reabilitação em vez de expansão.
Impacto na juventude
Muito positivo – viabiliza projetos de vida jovem.
Prioridade
Alta.
Exequibilidade
12 anos.
Legado
Comunidade estável e inclusiva.
TORRE DE SANTA CRUZ
Uma imagem de marca de Santa Cruz para preservar
A icónica Torre de Santa Cruz é uma das imagens de marca de Santa Cruz, guardando consigo lendas de amor e refletindo a grandiosidade dos Loucos Anos 20 do século passado.
Extravagante e única, sobressai na paisagem e tornou-se indissociável do Penedo do Guincho, funcionando como símbolo identitário da localidade.
Hoje, porém, encontra-se em estado de decadência e à beira da ruína, exigindo uma intervenção urgente que impeça o seu desaparecimento do imaginário coletivo dos torrienses. Apesar do seu potencial, continua inacessível por ser privada, apenas observada à distância, sem que a comunidade e os visitantes possam usufruir plenamente do espaço.
Preservar o centro histórico de Santa Cruz passa inevitavelmente pela salvaguarda desta herança arquitetónica, transformando-a num verdadeiro polo de interesse cultural e turístico.
O espaço envolvente, localizado sobre os bares noturnos como o Dali ou o Cais, apresenta ainda um enorme potencial para ser requalificado como espaço de convívio e lazer, capaz de acolher concertos ao final da tarde, tendo como cenário o pôr do sol sobre a costa atlântica.
A proposta consiste na aquisição pública da Torre de Santa Cruz, tornando acessível a todos um património que, desde sempre, é sentido como nosso.
Âncora
A Torre como símbolo identitário e cultural de Santa Cruz, devolvida à comunidade.
Objetivos
- Permitir a utilização do espaço envolvente à Torre de Santa Cruz para dinamização de eventos culturais;
- Apostar num espaço atrativo para todas as gerações, com a organização de eventos inovadores e de proximidade;
- Criar um ponto de observação privilegiado da costa atlântica, abrindo o interior da Torre a visitas mediante compra de bilhete, integrando Santa Cruz numa rede de atrações turísticas diferenciadoras.
Compromisso
Resgatar um ícone à beira da ruína, transformando-o num espaço vivo e acessível.
Impacte ambiental
Reduzido — intervenção localizada e de reabilitação do edificado, respeitando o enquadramento natural e costeiro.
Impacto na juventude
Significativo — novo espaço cultural e de lazer que pode acolher música, arte e convívio saudável.
Impacto orçamental
Médio.
Prioridade
Média.
Exequibilidade
4 anos
Legado
Devolver a Santa Cruz um dos seus maiores símbolos, preservando-o para as gerações futuras e afirmando-o como marca distintiva do património turístico e cultural do concelho.
AEROCLUBE DE TORRES VEDRAS
A requalificação do Aeródromo de Torres Vedras é uma iniciativa estratégica para modernizar e expandir a sua infraestrutura atual, com foco no aumento da pista e na realização de um estudo de viabilidade que permita avaliar o verdadeiro potencial de crescimento sustentável deste equipamento.
Este projeto tem como propósito analisar a possibilidade de transformar o aeródromo num polo de desenvolvimento económico e turístico em Santa Cruz, reforçando a conectividade regional e atraindo investimento.
O estudo deverá ainda incluir a hipótese de uma eventual deslocalização do aeródromo para um espaço mais adequado, que ofereça maior margem de crescimento e menor Impacte ambiental e urbano, salvaguardando a sua importância para a região e garantindo condições para um futuro de expansão.
Âncora
Transformar o aeródromo num motor de desenvolvimento económico e turístico em Santa Cruz.
Objetivos
- Modernizar as infraestruturas do aeródromo, garantindo condições adequadas para o crescimento das operações e maior segurança;
- Avaliar a viabilidade técnica e económica do aumento da pista, considerando o potencial de atração de novos serviços e atividades;
- Incluir no estudo a análise da possibilidade de deslocalização do aeródromo, tendo em conta os impactos ambientais, urbanísticos e económicos;
- Promover o desenvolvimento económico local e regional, ampliando a atratividade do território e valorizando Santa Cruz como destino turístico e empresarial.
Metas
- Concluir um estudo de viabilidade técnica, económica e ambiental no prazo de 24 meses, avaliando tanto o aumento da pista como a hipótese de deslocalização;
- Expandir a pista para uma extensão que suporte aeronaves de maior porte, caso se mantenha a localização atual, sempre em conformidade com as normas de segurança em vigor;
- Garantir a modernização das infraestruturas complementares, incluindo torres de controlo, hangares e acessos, para suportar operações mais complexas;
- Definir, com base nos resultados do estudo, um plano estratégico para que o aeródromo se torne num ativo estruturante para o desenvolvimento de Santa Cruz e de todo o concelho.
Compromisso
Assegurar que o estudo de viabilidade é transparente, participativo e contempla soluções que respeitam o equilíbrio entre desenvolvimento económico, turismo sustentável e qualidade de vida da comunidade.
Impacte Ambiental
A avaliação ambiental será central: serão analisados os impactos do aumento da pista ou da possível deslocalização, garantindo medidas de mitigação e compensação ecológica, em conformidade com as normas nacionais e europeias.
Impacto Na Juventude
Criação de oportunidades para jovens pilotos, engenheiros e técnicos aeronáuticos, potenciando parcerias com escolas e universidades. O aeródromo poderá ainda dinamizar atividades de lazer e turismo aéreo para jovens, estimulando vocações ligadas à aviação e ao turismo.
Impacto Orçamental
Médio; envolve investimento elevado, sobretudo no estudo de viabilidade, requalificação de pistas e possível deslocalização. No entanto, tem potencial de retorno através da dinamização económica, turismo e criação de emprego.
Prioridade
Média; Projeto estratégico para Santa Cruz, mas dependente de estudos técnicos e de viabilidade financeira.
Exequibilidade
4-12 anos; o estudo de viabilidade poderá ser concluído em 2 anos, mas a execução das obras e/ou uma eventual deslocalização do aeródromo exige médio prazo.
Legado
O Aeródromo de Torres Vedras, modernizado ou eventualmente deslocalizado, deixará de ser apenas um espaço subaproveitado para se tornar num polo estruturante de turismo, economia e inovação, garantindo a Santa Cruz maior projeção regional e nacional.