Programa

Unidos Por Torres Vedras

Autárquicas 2025

CULTURA, PATRIMÓNIO CULTURAL & TURISMO 

Torres Vedras é um território moldado por séculos de história e tradições. Respeitar este legado significa valorizar o passado através de ações concretas no presente.

Honrar a nossa herança coletiva é mais do que preservar memórias – é reconhecer o valor das conquistas que definiram a nossa identidade.

O que distingue Torres Vedras de tantos outros destinos é a nossa posição como palco de decisões e batalhas que mudaram o rumo da história de Portugal e do Mundo.

Aqui, decidiu-se a expedição a Ceuta que deu origem à Era dos Descobrimentos.

Aqui se impediu que França de Napoleão dominasse toda a Europa travando as Invasões Francesas nas Linhas de Torres Vedras.

Mas mais do que acontecimentos marcantes, possuímos monumentos que imortalizam cada século da nossa história.

O património histórico e natural oferece um potencial turístico único. Para concretizar esse potencial e traduzi-lo em fator de desenvolvimento, é fundamental investir numa estratégia de preservação e dinamização cultural.

Com um Plano de Valorização Patrimonial Integrado, iremos dar uma nova vida a monumentos abandonados, esquecidos ou em ruínas, bem como daremos a relevância merecida e necessária ao património imaterial (música e tradições populares) que transportam a alma das nossas gentes ao longo dos tempos

Valorizar não é apenas restaurar, é devolver propósito e relevância.

Para garantir o interesse crescente, será pensado, com a participação dos agentes culturais, um programa cultural para cada um desses espaços patrimoniais, rentabilizando os recursos existentes e adaptando-os a uma nova realidade.

O nosso património é um legado vivo, um símbolo coletivo que nos une e pertence a todos. 

CULTURA

O programa de política cultural que o Unidos propõe valorizará o protagonismo da sociedade civil e empreenderá uma gestão cultural descentralizada, territorialmente abrangente e transparente, focada na excelência do Serviço Público.

Propomos mudança, e vamos mudar! Temos uma visão estratégica a longo prazo e um programa pragmático que todos unirá, por via de eixos operativos que promovem uma cultura autónoma, partilhada e participativa. Focar-se-á em novos modelos de gestão integrada e simultaneamente descentralizada para garantir sustentabilidade e eficiência na sua aplicação, com prioridade no empoderamento contínuo dos cidadãos e das associações, bem como dos artistas, criadores e restantes agentes culturais.

Empoderamento dos Cidadãos

Um dos pilares fundamentais do projeto “Unidos na Cultura” visa a autonomização da sociedade civil, com o objetivo de torná-la agente ativo e participativo na transformação cultural e social. Este processo inclui o diálogo e suporte contínuo, bem como a

corresponsabilização, garantindo que os agentes culturais e cidadãos em geral terão um papel central e determinante na construção das dinâmicas culturais do território, reforçando o papel destes no seio da Rede Cultura, mas não só.

Mais Financiamento e Acesso Facilitado

A nossa proposta dá prioridade ao reforço financeiro dos programas municipais de apoio ao associativismo. O objetivo é simplificar, redesenhar e garantir maior equidade na distribuição dos recursos, promovendo a inclusão, a desburocratização e a necessária transparência dos processos. No horizonte do Unidos estão também previstas iniciativas para criar novas formas de financiamento, como um Fundo Mecenático Local, que apoiará projetos culturais de interesse público e com responsabilidade social.

Gestão Cultural Descentralizada

Outro ponto-chave do nosso programa será a reformulação da gestão autárquica cultural e das estratégias de governança, através de uma abordagem mais descentralizada. Propõe-se transferir o protagonismo cultural do município para as freguesias e associações locais, promovendo uma governação partilhada e interconectada. Essa mudança de paradigma pretende posicionar a autarquia ao serviço daquilo que verdadeiramente lhe compete: servir e criar condições à sociedade civil, garantindo um envolvimento mais direto e de proximidade com as comunidades locais.

Memória e Património Comum

A valorização da nossa memória e do nosso património cultural ocupa, também, um posicionamento central na estratégia de política cultural dos Unidos. Entre as ações previstas estão a reabilitação de ícones patrimoniais e a criação de espaços culturais integrados que conectem a nossa história coletiva com a inovação. Este compromisso inclui a proteção das tradições e identidades que nos são comuns e enriquecem o nosso território, bem como um necessário estímulo ao diálogo intercultural e à diversidade de expressões.

Com estas e outras medidas que farão parte do programa dos UNIDOS, construiremos um território culturalmente vibrante, inclusivo e participativo, onde a cultura é construída pelas pessoas, para as pessoas, do interior ao litoral do nosso Concelho.

TRANSFORMAR TORRES VEDRAS NUM TERRITÓRIO CULTURALMENTE VIBRANTE

Objetivos

Assegurar a existência das condições necessárias para o desenvolvimento de um território cultural e criativo vibrante, plural e autónomo, que fomente a capacidade de criação artística e produção cultural em sentido amplo, abrangendo tanto o setor profissional como as práticas culturais comunitárias e amadoras.

Âncora

  • Incentivar e apoiar a atividade cultural e artística em “terceiros lugares” (bares, comércio local, livrarias, centros comunitários, entre outros), revitalizando a vida cultural no quotidiano do território.
  • Estimular, entre os diversos setores e agentes, a criação de conteúdos culturais promovendo a difusão de novas perspetivas críticas e criativas, a partilha de conhecimento e o debate de novos horizontes para a vitalidade cultural do concelho.
  • Reabilitar e facilitar o uso do espaço público como lugar de encontro e convívio intercultural, um lugar seguro para uma plena fruição.
  • Delinear com os diversos grupos socioculturais ações colaborativas que visem conectar comunidades e culturas, promovendo a sua convivência pacífica, o diálogo intercultural e a diversidade de expressões.
  • Potenciar as artes e ofícios e as tradições culturais das comunidades como ferramenta de coesão social, solidariedade e relacionamento intergeracional.

Compromissos

  • Identificar, mapear e estabelecer protocolos de parceria com vinte espaços (terceiros lugares) e a adesão dos mesmos a uma rede cultural comum, no prazo de 1 ano. Iniciando de seguida a dinamização cultural e artística como espaços seguros de encontro, criação e fruição cultural, assegurando oportunidades para a participação ativa dos jovens na programação e gestão de eventos.
  • Simplificar o licenciamento e facilitar o acesso ao uso do espaço público como espaço seguro de apresentação e fruição artística quotidiana, lugar de encontro e convívio intercultural e mais-valia para a vitalidade dos centros históricos e para o comércio tradicional.
  • Concretizar e publicitar no prazo de 2 anos um programa de valorização das tradições, artes e ofícios, com a missão de reconhecer, preservar e dinamizar a produção artesanal tradicional e os seus legados contemporâneos, promovendo a partilha do conhecimento intergeracional, a coesão social e o desenvolvimento da economia circular.

Impacto orçamental

Médio.

Impacte ambiental

Os parceiros e as atividades desenvolvidas serão avaliados com a ponderação na componente de eficiência energética, reciclagem e reutilização. Será realizada formação no âmbito do binómio cultura/desenvolvimento sustentável.

Impacto na juventude

Alto, pois um dos objetivos principais da nossa estratégia visa estimular a participação cívica dos jovens, especialmente nas áreas da criatividade e do conhecimento.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

8 anos.

Legado

Um concelho culturalmente vibrante, valorizando o contributo da cultura para a coesão social, atenuando a perceção de insegurança, contribuindo para o aumento do sentimento de pertença e como gerador de oportunidades para a participação dos cidadãos no bem-comum que é saber viver juntos num mundo multipolar e complexo.

COLOCAR A AUTARQUIA AO SERVIÇO DOS AGENTES CULTURAIS E POPULAÇÕES

Objetivo

Todos nós somos a cultura torriense. Somos o resultado da nossa história passada e construtores do futuro. Por isso consideramos imprescindível transferir para a sociedade civil o poder da iniciativa cultural, apoiando as associações locais, incentivando a liberdade cultural da juventude, apoiando as suas iniciativas e criatividade, empoderando-a através da formação, respeitando as suas ideias, as suas expressões e modos de ver o mundo. É para nós importante potenciar e promover a diversidade do território e das suas comunidades e património.

Âncora

  • Criar um gabinete de apoio à elaboração de projetos culturais e criativos.
  • Constituir um Fundo Mecenático Local, destinado a financiar projetos culturais de interesse público e com responsabilidade social.
  • Descentralizar serviços públicos para as freguesias.
  • Com as Juntas de Freguesia mapear e requalificar imóveis devolutos para acolher projetos sociais, ecológicos e culturais temporários.

Compromisso

  • Estabelecer o gabinete de apoio à elaboração de projetos culturais e criativos no prazo de 6 meses.
  • Criar o Fundo Mecenático Local com um orçamento inicial de 500.000 euros no prazo de 2 anos.
  • Criar nas freguesias espaços de trabalho que possibilitem o atendimento descentralizado pelo território de serviços públicos (prazo de 4 anos).
  • Mapear e requalificar pelo menos 8 imóveis devolutos para projetos sociais, ecológicos e culturais no prazo de 4 anos.

Impacto orçamental

Médio.

Impacte ambiental

Positivo, ao promover a requalificação e a reutilização de imóveis devolutos e a promoção de projetos ecológicos.

Impacto na juventude

Alto, ao incentivar a liberdade cultural e apoiar as iniciativas e criatividade dos jovens.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

4 anos.

Legado

Criação de uma sociedade civil mais empoderada e participativa, com uma forte identidade cultural e um compromisso com a sustentabilidade e a diversidade.

PROTEGER, VALORIZAR E DINAMIZAR O PATRIMÓNIO MATERIAL E IMATERIAL DO CONCELHO

Objetivo

A valorização e salvaguarda da memória e do património cultural – material e imaterial – representa-nos não só uma preocupação real, como se assume um tópico central no presente programa eleitoral. Entre as ações previstas estão a reestruturação do Museu Municipal Leonel Trindade e dos seus centros interpretativos, criando uma rede museológica no concelho, a reabilitação e salvaguarda de imóveis de interesse patrimonial ou, entre outras ações estratégicas, a criação de um pólo cultural que albergue espaços de arquivo e reservas museológicas, assumindo-se este um desejável lugar vivo e participado, ao serviço do público, capaz de promover a interação com as comunidades e de congregar a nossa história com a tradição e a inovação. Neste processo, contamos com a participação e os contributos de todos os munícipes, pois todo este vasto e rico património é-nos comum. 

Âncora

  • Revitalizar e reestruturar o Museu Municipal Leonel Trindade, criando condições para ser o pólo central de uma futura rede museológica do concelho, repensando e reprogramando os diversos centros de interpretação, procurando a efetivação de uma dinâmica mais sustentável e dialógica, promovendo a sua necessária articulação com a estratégia de promoção turística do território.
  • Promover parcerias institucionais e científicas que visem junto das entidades competentes agilizar processos de investigação arqueológica no território e operacionalizar medidas e ações concretas que garantam a salvaguarda do património histórico e arquitetónico do concelho, procurando valorizá-lo e capitalizá-lo, não só como recurso de atratividade turística, mas como “lugar” de vivência comunitária e de relação.
  • Valorizar e preservar, nas suas mais diversas expressões, o património imaterial que a cultura popular e as tradições do concelho representam.
  • Criar um centro cultural dedicado à memória coletiva, que integre e centralize valências de arquivo, reservas museológicas e centro de documentação, dinamizando uma programação multidisciplinar regular e um serviço de mediação ativos e atrativos, dedicados a todos os públicos, promovendo o pensamento crítico e a relação entre passado, presente e futuro, aliando a tradição a práticas inovadoras e criativas.

Compromissos

  • Promover, através de parcerias científicas e junto das entidades competentes, novas investigações em sítios de interesse arqueológico do concelho no prazo de 2 anos.
  • Reformular a estratégia de gestão e de programação do Centro de Artes e Criatividade de Torres Vedras e do projeto Encosta, tornando-os mais sustentáveis e atrativos à população, reformulando através de consulta pública a sua relação de mediação com o Carnaval de Torres Vedras no prazo de 2 anos.
  • Implementar uma app que relacione o nosso património cultural material e imaterial com operadores turísticos e novas rotas de interesse turístico no prazo de 4 anos.
  • Reestruturar e reformular o Museu Municipal Leonel Trindade e os seus centros de interpretação, promovendo uma rede museológica no concelho no prazo de 4 anos.
  • Criar, após consulta pública e concurso de ideias, um Campus da Memória que congregue num mesmo espaço reservas museológicas visitáveis, arquivo municipal, centro de documentação e programação regular no prazo de 12 anos.

Impacto orçamental

Alto.

Impacte ambiental

Positivo, procurando não só abordagens e práticas sustentáveis, como a sensibilização e ações pedagógicas focadas em questões ambientais e de preservação do património.

Impacto na juventude

Estratégia focada na participação ativa da juventude, procurando alertá-la para o conhecimento da história e tradições do seu território, bem como para a preservação e sedimentação da identidade e da memória. 

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

12 anos.

Legado

Preservação patrimonial material e imaterial, reforço da identidade local e da coesão social e territorial. 

ENERGIZAR A ECONOMIA CRIATIVA

Objetivos

  • Desenhar e implementar uma estratégia coletiva para a economia criativa do território, induzindo maior potencial aos ambientes criativos, disponibilizando meios que impulsionem a criação de projetos no setor das indústrias culturais e criativas, valorizando a cadeia de produção e sustentando uma rede de hubs ou clusters criativos (música, design, arquitetura, tecnologia, entre outros).
  • Fomentar a colaboração entre o setor criativo e a inovação empresarial, promovendo o desenvolvimento de novos produtos e serviços e a transição digital.

Âncora

  • Convocar os agentes que operam no setor das indústrias culturais e criativas, com a missão de elaborar um documento estratégico orientado para a valorização de novos serviços e produtos, potenciando a criação de emprego e atraindo investimentos.  
  • Implementar incentivos destinados à promoção da transição digital e à criação de novos serviços e plataformas dedicadas ao estímulo do turismo e à sua relação com as indústrias culturais e criativas.
  • Aprofundar de forma consistente e duradoira, através de ações de networking (arts&business), a relação entre o tecido empresarial e o setor cultural e criativo, apoiando a inovação empresarial que beneficie da interação/colaboração com a comunidade de artistas e investigadores.

Compromissos

  •  Publicar decorridos 12 meses do início dos procedimentos, e colocar em discussão pública, o documento estratégico “Energizar a Economia Criativa de Torres Vedras”
  •  Anunciar e abrir convocatórias, no prazo de 12 meses, referentes às candidaturas destinadas à promoção da transição digital: criação de novos serviços e plataformas dedicadas ao turismo criativo e às indústrias culturais e criativas.
  •  Propiciar e sustentar ações de networking (arts&busines), a relação entre o tecido empresarial e o setor cultural e criativo. Agendar a primeira iniciativa no prazo de 6 meses.

Impacto orçamental

Médio.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

4 anos.

Impacte ambiental

Os parceiros e as atividades desenvolvidas serão avaliados com a ponderação na componente de eficiência energética, reciclagem e reutilização. São priorizadas iniciativas que contribuam ativamente para a mitigação do Impacte ambiental e integrem critérios de desenvolvimento cultural sustentável, designadamente na área do turismo criativo.

Impacto na juventude

Alto, pois no setor da economia cultural e criativa há uma oportunidade significativa para capitalizar as competências digitais dos jovens em projetos, produtos e serviços com potencial de gerar rentabilidade económica e criação de emprego.

Legado

Uma cidade criativa é uma cidade em constante aprendizagem e reflexividade. A criatividade é um recurso fundamental, não apenas para a criação de negócios criativos, mas também enquanto capital criativo essencial para o redesenho estratégico das cidades, devendo ser mobilizada enquanto catalisador da mudança de mentalidades e motor de novas soluções para os desafios das sociedades contemporâneas.

CENTRO DE ARTES E CRIATIVIDADE

Transformar um fracasso local num sucesso regional

O Centro de Artes e Criatividade (CAC) representa, atualmente, uma infraestrutura cultural desalinhada com as suas funções, exercendo uma pressão financeira significativa sobre os cofres municipais, atingindo perto de 1 milhão de euros/ano.

Durante o próximo mandato autárquico, torna-se essencial realizar um estudo de impacto e avaliação de desempenho para determinar se o equipamento deverá cumprir o seu propósito original ou mudar de rumo. Apenas assim poderá responder às reais necessidades culturais do concelho de Torres Vedras.

O conceito de Museu do Carnaval, pensado como inovador e envolvente, não foi capaz de cativar a comunidade local. Desconectado do imaginário carnavalesco que marca a identidade torriense — fruto de um erro na escolha do projeto arquitetónico — o espaço nunca conseguiu criar um verdadeiro sentido de pertença. Se até o efeito novidade falhou em atrair adesão, fica claro que há um problema estrutural a resolver.

Segundo um estudo económico apresentado pelo município, o CAC deveria receber entre 75.000 e 116.000 visitantes por ano. No entanto, o primeiro ano de atividade registou apenas 7.252 visitas, revelando a distância abissal entre expectativas e realidade, e confirmando a necessidade de repensar o modelo de gestão e o conceito cultural do espaço.

A revitalização do CAC exige uma reimaginação do seu papel: ou assume o propósito original com outra visão, ou transforma-se num Museu Municipal que integre a atual exposição permanente e as coleções disponíveis no Convento da Graça. Só assim poderá garantir a sobrevivência e a relevância de um equipamento que prometeu ser âncora da cultura no concelho, mas que hoje carece de uma estratégia coerente e sustentável.

Âncora

O CAC deve deixar de ser um peso financeiro e passar a ser um polo cultural sustentável e dinâmico, integrado na identidade torriense.

Objetivos

  • Desenvolver um modelo de gestão sustentável e eficiente, para reduzir custos operacionais;
  • Implementar uma estratégia de comunicação e marketing orientada para aumentar o número de visitantes, aproximando-se das metas projetadas em 2016;
  • Reestruturar as funções do CAC para melhor refletir as necessidades culturais e criativas da população, garantindo relevância e impacto comunitário;
  • Estudar a possibilidade de transformar o CAC em Museu Municipal, agregando a atual exposição permanente e coleções do Convento da Graça.

Compromisso

Rever profundamente a estratégia, em diálogo com a comunidade, garantindo que o equipamento se torne relevante, útil e financeiramente equilibrado.

Impacte ambiental

Neutro ou positivo, caso seja reduzida a pegada energética através de maior eficiência na gestão do edifício e aproveitamento sustentável dos seus recursos.

Impacto na juventude

Espaço de criação, experimentação e fruição cultural para jovens artistas, estudantes e associações. Um centro onde novas gerações podem encontrar oportunidade para mostrar talento, aprender e participar ativamente.

Impacto orçamental

Médio/alto; peso significativo no orçamento municipal, mas com possibilidade de sustentabilidade futura caso seja reestruturado o modelo de gestão.

Prioridade

Média; projeto importante para a identidade cultural de Torres Vedras, mas que exige revisão estratégica antes de novos investimentos.

Exequibilidade

4 a 8 anos – Reestruturação do modelo de gestão e possível reconversão do espaço podem ser implementadas a médio prazo.

Legado

Transformar o CAC num sucesso regional, devolvendo-o à comunidade como espaço cultural de referência, deixando de ser lembrado como um fracasso para se afirmar como herança duradoura para futuras gerações.

CENTRO NACIONAL DE EVENTOS NA PEDREIRA DOS CUCOS

Transformação da antiga Pedreira num espaço modular e multifuncional para feiras, festivais e encontros nacionais e internacionais

A antiga Pedreira dos Cucos, situada na encosta nascente de Torres Vedras, desempenhou um papel essencial na edificação histórica da cidade. Hoje, propõe-se a sua requalificação progressiva como um hub de eventos de referência nacional e internacional, capaz de acolher feiras, espetáculos culturais, festivais, competições desportivas ao ar livre, congressos e exposições.
A intervenção privilegia construções ligeiras e temporárias, soluções modulares e desmontáveis, e a integração paisagística na zona geológica, valorizando a memória do lugar.

Âncora

Transformação de um espaço natural, que se encontra abandonado, num centro que promova a cidade como local de realização de eventos criando condições para atrair e acolher feiras e festivais, bem como aproveitar sinergias para o aumento do número de espetáculos culturais promovidos no Concelho.

Objetivos

  • Criar um polo de grandes eventos que coloque Torres Vedras no circuito nacional e internacional de festivais e feiras;
  • Impulsionar a economia local (hotelaria, restauração, comércio, serviços de eventos);
  • Preservar e valorizar o património geológico e industrial da pedreira, transformando-o em recurso turístico e educativo;
  • Promover inovação e sustentabilidade, adotando soluções construtivas de baixo impacto, reutilizáveis e energeticamente eficientes;
  • Reforçar a identidade cultural e comunitária, ligando passado (pedra) e futuro (criatividade e tecnologia).

Compromissos

  • Prosseguir as diligências encetadas junto dos proprietários para assegurar a exequibilidade e sustentabilidade económica do projeto;
  • Elaborar plano de intervenção faseado realizando estudo geotécnico, limpeza e segurança – 1.ª fase; infraestruturas básicas, acessos, energia renovável, água, saneamento – 2.ª fase; e módulos de apoio e áreas para eventos – 3.ª fase;
  • Realizar concursos de arquitetura e engenharia com enfoque em soluções desmontáveis e economia circular;
  • Envolvimento da comunidade, artistas, associações culturais e agentes económicos, garantindo apropriação social do espaço;
  • Parcerias estratégicas com operadores de eventos, universidades e promotores culturais.

Impacto orçamental

Médio/alto; potencial de retorno financeiro; custos de estudos e projeto e infraestruturas e módulos desmontáveis; financiamento faseável com exploração de fundos comunitários (Turismo, Cultura, Ambiente), investimento municipal, patrocínios e parcerias público-privadas para gestão e programação.

Impacte ambiental

  • Reabilitação ecológica da pedreira, com recuperação de taludes, reflorestação nativa e controlo de erosão;
  • Utilização de materiais reciclados e estruturas reversíveis, permitindo desmontagem sem dano paisagístico;
  • Energia renovável e gestão de águas pluviais, minimizando a pegada de carbono;
  • Monitorização da biodiversidade e educação ambiental integrada nos eventos.

Impacto na juventude

  • Novos empregos e oportunidades em cultura, produção de eventos, turismo, restauração e tecnologias criativas;
  • Espaço de experimentação artística, desportiva e empreendedora, aberto a escolas e universidades;
  • Estímulo ao orgulho local e à participação dos jovens na construção de um equipamento emblemático.

Legado

  • Requalificação exemplar de património industrial e geológico, transformando uma pedreira em ícone de inovação urbana;
  • Inclusão de Torres Vedras no roteiro internacional de grandes eventos, atraindo visitantes e investimento;
  • Revitalização económica duradoura do concelho, com benefícios para comércio, turismo e emprego;
  • Criação de um símbolo de identidade e memória coletiva, onde a história da cidade se projeta em experiências culturais e económicas para as próximas gerações.

CARNAVAL

O MAIS PORTUGUÊS DE PORTUGAL

O Carnaval de Torres Vedras é mais do que uma festa — é uma tradição de séculos.


Para muitos, ser folião é um modo de vida, um sentimento que, embora difícil de explicar, é facilmente compreendido por quem vive esta experiência única.

Este evento, que une pessoas de todas as idades, é uma celebração da comunidade, da cultura e da história torrienses.


Reconhecido como um dos maiores eventos nacionais, o Carnaval atrai visitantes de todo o país e do mundo, impulsionando o turismo e a economia local.

No entanto, com o crescimento da sua dimensão, surgem novos desafios que exigem uma gestão ainda mais eficiente, capaz de preservar a essência da festa e, ao mesmo tempo, introduzir inovação na sua estrutura e organização.

Âncora

Preservação da tradição carnavalesca, aliada a uma gestão moderna e inovadora.

Objetivos

  • Estudar, em conjunto com a Real Confraria e associações carnavalescas, novas soluções organizativas;
  • Manter o Carnaval no Centro Histórico, preservando a sua longa e rica tradição;
  • Ampliar a estrutura do evento com novos espaços:
    • Praça do Centro de Artes e Criatividade, para atrair públicos diversificados;
    • Novo palco no Pavilhão da ExpoTorres, proporcionando experiências em ambiente amplo e seguro;
  • Reorganizar os percursos do corso, otimizando o fluxo de pessoas e carros alegóricos para maior comodidade e segurança.

Metas

  • Criar 2 novos palcos e áreas de interação nos próximos 2 anos, aumentando a variedade de atrações;
  • Reduzir em 30% os incidentes de segurança através de reforço de vigilância e tecnologias de monitorização até ao próximo Carnaval;
  • Garantir que o Carnaval de Torres Vedras se mantém como referência nacional, com crescimento contínuo de participantes e turistas a cada edição.

Compromisso

Proteger a essência do Carnaval, mas também ampliar a experiência, assegurando que continue a ser a maior festa de Portugal e um símbolo de Torres Vedras.

Impacto orçamental

Médio/alto; elevado investimento municipal em segurança, logística e organização, compensado pela forte receita turística e económica gerada no concelho.

Impacte ambiental

Implementar medidas de redução de resíduos (copos reutilizáveis, reciclagem) e incentivar o uso de transportes públicos e mobilidade suave para acesso ao evento.

Impacto na juventude

Estimular a participação das gerações mais jovens através de concursos, workshops e atividades carnavalescas escolares, garantindo a continuidade da tradição.

Prioridade

Alta; prioridade, por ser a maior marca cultural de Torres Vedras e motor económico do território.

Exequibilidade

2 anos – Ajustes e melhorias progressivas podem ser implementados em curto prazo, mantendo o evento sustentável a médio/longo prazo.

Legado

Um Carnaval mais seguro, inclusivo e inovador, sem nunca perder o espírito livre e popular que o tornou célebre em todo o mundo.

CENTRO HISTÓRICO 

Preservar a identidade e revitalizar a vida cultural e urbana

Descrição
O centro histórico de Torres Vedras constitui um lugar de memória e identidade, mas tem vindo a perder o seu valor distintivo devido a requalificações mal planeadas, construções desajustadas em zonas especiais de proteção e à degradação progressiva dos pavimentos e edifícios.

Se queremos afirmar Torres Vedras como cidade de referência na região, precisamos de uma intervenção integrada, que preserve a arquitetura tradicional, valorize o património histórico e cultural, e dinamize a vida económica e social, tornando o centro histórico mais atrativo para residentes e visitantes.

Âncora
Um centro histórico vivo, preservado e atrativo é um fator diferenciador em relação a outras cidades vizinhas (Mafra, Arruda, Caldas da Rainha), reforçando a competitividade turística e o orgulho local.

Objetivos

  • Preservar a identidade e a estética urbana do centro histórico, evitando descaracterizações.
  • Garantir requalificação urbana com base no respeito pelas linhas arquitetónicas tradicionais.
  • Tornar o centro histórico mais dinâmico, seguro e acolhedor para moradores, comerciantes e turistas.
  • Melhorar da qualidade de vida com ruas mais seguras e acessíveis;
  • Preservar e realçar o património arquitetónico da cidade, atraindo turistas e gerando mais oportunidades de negócios para os comerciantes locais.
  • Criar soluções de estacionamento subterrâneo e a proibição de trânsito em ruas pedonais reduzirão a pegada ambiental do centro histórico.

Compromisso

  • Criar benefícios fiscais para preservação de fachadas icónicas e reabilitação de imóveis nas ruas e praças mais emblemáticas.
  • Eliminar fios e cabos visíveis, seguindo o modelo de Lisboa, colocando-os subterrâneos.
  • Construir novos passeios pedonais, respeitando a traça urbana tradicional.
  • Incentivar mais esplanadas, criando espaços animados e atrativos.
  • Proibir trânsito em ruas pedonais (cujo mapa será reequacionado com os comerciantes e habitantes do Centro Histórico), reforçando a segurança e a qualidade de vida.
  • Instalar pinos retráteis para permitir acesso apenas a veículos autorizados (residentes e comerciantes).

Impacto orçamental
Médio. A requalificação exigirá investimento considerável, mas parte pode ser financiada por fundos comunitários ligados à reabilitação urbana e turismo sustentável.

Impacte ambiental
Positivo. A requalificação sustentável e a redução de trânsito em áreas pedonais diminuem emissões, ruído e poluição visual.

Impacto na juventude
Elevado. A revitalização cultural e a criação de espaços de convívio tornam o centro histórico num polo de atração para jovens, estimulando a participação em eventos e atividades.

Prioridade
Alta; o centro histórico é o coração da cidade e a sua degradação compromete a identidade e a atratividade do concelho.

Exequibilidade
4 anos; curto prazo. Várias medidas podem ser concretizadas dentro do mandato, com fases distintas para obras estruturais e planos de dinamização cultural.

Legado
Deixar à cidade um centro histórico preservado e revitalizado, com vida cultural dinâmica, comércio fortalecido e melhor qualidade de vida para quem ali vive e visita. Um espaço que combina identidade, memória e modernidade, tornando Torres Vedras uma cidade única no contexto regional.

MADE IN TORRES VEDRAS | FREGUESIAS

Unir a cultura à tradição para celebrar a diversidade

O Ciclo Made in Torres Vedras, em desenvolvimento no antigo IVV – Instituto da Vinha e do Vinho, é um modelo que tem potencial para tornar-se algo com ainda maior impacto.

Para isso, propõem-se uma iniciativa cultural itinerante para valorizar os talentos locais e novos projetos artísticos de cada freguesia, promovendo atividades como artesanato, feiras de usados, espetáculos e concertos. 

Esta estratégia contribuirá para a descentralização cultural através da dinamização de um evento por freguesia de forma inclusiva e abrangente.

Âncora

Criar o Ciclo anual Made in Torres Vedras em todas as Freguesias.

Objetivos

  • Promover a riqueza cultural de todas as freguesias, destacando artistas, artesãos e projetos locais.
  • Fortalecer o sentimento de identidade e pertença, proporcionando uma plataforma para o reconhecimento de talentos locais.
  • Atrair visitantes e dinamizar a economia local, estimulando o turismo cultural em cada freguesia.

Metas

  • Realizar eventos em 100% das freguesias do município ao longo do ciclo anual, promovendo a diversidade geográfica e cultural.
  • Desenvolver uma programação variada, incluindo concertos, feiras de artesanato e apresentações artísticas em pontos de interesse locais.
  • Estabelecer uma rede de parcerias locais, envolvendo associações, escolas e agentes culturais para apoiar a logística e a promoção dos eventos.

Compromisso

Apresentar os termos de referência nos primeiros 100 dias.

Impacto orçamental
Baixo

Impacto ambiental

Alto; opções ecossustentáveis na organização e execução dos eventos nas freguesias; promoção de boas práticas ambientais, reciclagem, aproveitamento de materiais e combate ao desperdício 

Impacto na juventude
Elevado; promoção do empreendedorismo jovem, engajamento comunitário e reforço dos laços de identidade.

Prioridade
Médio.

Exequibilidade
4 anos.

Legado

  • Valorização e divulgação dos talentos locais e de novos projetos artísticos de cada freguesia e reforço dos laços comunitários e identitários.
  • Promoção da cultura e arte em todo o concelho.

ARQUIVO MUNICIPAL DE SONS E IMAGENS DE TORRES VEDRAS – TERMAS DA FONTE NOVA
Repositório vivo da memória sonora, visual e oral do concelho, acessível a toda a comunidade

O Arquivo Municipal de Sons e Imagens reunirá, preservará e divulgará registos sonoros e visuais que documentem a identidade de Torres Vedras:

  • Sons da natureza (rios, mar, fauna, vento nas vinhas).
  • Registos orais (entrevistas, histórias de vida, música tradicional).
  • Acervos fotográficos do município.
  • Fotografias e vídeos de eventos históricos e culturais.

O arquivo será acessível em plataforma digital aberta, com recursos de pesquisa avançada, e terá postos de consulta presencial. A recolha de elementos dispersos incluirá parcerias com rádios locais, fotógrafos, famílias e instituições culturais.

Âncora

Criar o Centro Municipal de Sons e Imagens de Torres Vedras no edifício das Termas da Fonte Nova (R. Santos Bernardes, na cidade).

Uma localização de excelência no coração da cidade

Inauguradas, oficialmente, com pompa e circunstância, em 23 de Maio de 1895, como relatado pelo nosso ilustre conterrâneo Senhor Adão de Carvalho, por ocasião do centenário, as Termas da Fonte Nova destinavam-se ao tratamento de “doenças do reumático, estômago, intestino e outras”.

O proprietário do terreno onde se encontrava a fonte, Senhor António dos Santos Bernardes (que daria nome à rua onde se encontra), decidiu aproveitar as qualidades da água e a fama que já granjeava, para obter a licença de “exploração da nascente das águas minero-medicinais de Fonte Nova” e “construir um edifício próprio e adequado para exploração das mesmas.”

O edifício em causa, adquirido pela Câmara Municipal, há vários anos, encontra-se abandonado e em adiantado estado de degradação, causando forte impacto visual no coração da nossa cidade. Urge intervir.

Reabilitar e colocar ao serviço dos cidadãos

Será, pois, desencadeado um processo de limpeza e reabilitação do edifício e espaços adjacentes, nomeadamente do jardim fronteiro à rua Santos Bernardes, de forma a permitir a sua rápida fruição pública, sem incorrer em excessivos gastos ou alterações à traça original.

Será analisada a infraestrutura de água existente e estudada, tecnicamente, a eventual viabilidade de recuperar a antiga fonte termal, procedendo à análise da água. Esse processo será articulado com a reabilitação das termas do concelho e da centralidade da Nova Política Municipal Termal (capítulo da Saúde).

Depois de reabilitado, o edifício e o jardim irão abrir para que os cidadãos possam dele usufruir, promovendo-se a instalação do Arquivo Municipal de Sons e Imagens – integrando, nomeadamente o espólio fotográfico mais relevante, como a recém-adquirida coleção de Eduardo Gageiro – servindo também como 

um espaço cultural dinâmico, ficando o jardim do edifício aberto à população com serviços de café, sala de chá e para eventos (através de concessão e concurso público), em linha com as características do espaço e sua natureza original.

Objetivos

  • Recuperar e colocar à disposição da população o edifício das Termas da Fonte Nova;
  • Preservar o património imaterial: sons, vozes e imagens que refletem o território, a sua história e biodiversidade;
  • Constituir um corpus abrangente de registos sonoros e visuais, centralizando materiais hoje dispersos;
  • Disponibilizar acesso público gratuito, fomentando a investigação académica, a produção artística e o turismo cultural;
  • Promover investigação e inovação, através de parcerias com universidades, empresas de tecnologia e criadores audiovisuais;
  • Estimular a educação e a participação cívica, envolvendo escolas e associações em projetos de recolha.

Compromisso

  • Lançar o processo e estabelecer metas para a recuperação integral do edifício das Termas da Fonte Nova;
  • Criação de uma equipa técnica multidisciplinar (arquivistas, sonoplastas, biólogos, historiadores);
  • Estabelecimento de parcerias com instituições públicas (museus, bibliotecas, universidades) e privadas (rádios, estúdios, plataformas de streaming);
  • Campanha de recolha comunitária, convidando cidadãos a ceder registos pessoais e a partilhar memórias;
  • Garantia de acessibilidade digital: metadados normalizados, website responsivo, audiodescrição e legendas;
  • Política de direitos de autor e licenciamento para uso académico e criativo.

Impacto orçamental

Médio; financiamento municipal e através de fundos nacionais e europeus para reabilitação de património público e fundos para conservação e divulgação de património imaterial, cultura e transição digital, patrocínios e candidaturas a programas de I&D; retorno financeiro com a concessão de serviços.

Impacte ambiental

  • Baixo impacto físico, dado o carácter essencialmente digital;
  • Adoção de servidores energeticamente eficientes e compromisso com energia renovável;
  • Valorização da conservação sonora da natureza, que incentiva a proteção de habitats e espécies.

Impacto na juventude

  • Programas educativos em escolas sobre recolha de som, fotografia e preservação da memória;
  • Oportunidades de estágios e voluntariado em gravação, edição e catalogação;
  • Estímulo à criatividade musical e audiovisual, permitindo que jovens artistas reutilizem materiais do arquivo.

Prioridade

Média/alta; o estado degradado do edifício das Termas da Fonte Nova e o impacto visual altamente negativo que cria no centro da cidade exige intervenção célere.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Criação de um património sonoro e visual único, salvaguardando para as gerações futuras a identidade viva do concelho.
  • Ferramenta de investigação permanente para historiadores, biólogos, músicos, cineastas e educadores.
  • Consolidação de Torres Vedras como referência nacional em preservação digital da memória imaterial, reforçando a sua marca cultural e ambiental.

COLEÇÃO EDITORIAL MUNICIPAL “TORRES VEDRAS EM LIVRE/O
Política integrada de publicações que reflita o vigor criativo e a identidade cultural do concelho

A coleção “Torres Vedras em Livre/o” visa concretizar uma política editorial municipal estruturada, capaz de espelhar a vitalidade criativa e a memória coletiva do concelho. A proposta organizará as publicações em quatro grandes linhas temáticas:

  1. História Local – edição contínua de estudos, crónicas e investigações sobre a história, património, tradições e personalidades de Torres Vedras.
  2. Documentos – reedição de livros esgotados, arquivos e fontes documentais relevantes para investigadores, escolas e cidadãos.
  3. Autores Locais – espaço para novos escritores torrenses, com programas de apoio à publicação, parcerias com editoras e incentivo a temas ligados ao território.
  4. Série Especial – edições de prestígio ou projetos artísticos multidisciplinares (fotografia, arte contemporânea, literatura infantojuvenil, banda desenhada).

As edições serão disponibilizadas em formato impresso, digital e audiolivro, ampliando o acesso e a preservação.

Âncora

Lançamento de uma Coleção Editorial Municipal denominada “Torres Vedras em Livre/o”.

Objetivos

  • Valorizar e difundir o património histórico e cultural do concelho;
  • Apoiar criadores locais, estimulando a escrita, a investigação e a produção artística;
  • Democratizar o acesso à leitura com formatos acessíveis (digital, audiolivros, e-pub);
  • Preservar a memória documental e disponibilizá-la às gerações futuras;
  • Projetar a marca Torres Vedras no panorama editorial e turístico nacional.

Compromissos

  • Criar o Conselho Editorial Municipal com especialistas, bibliotecários, associações e representantes culturais para definir critérios de seleção;
  • Estabelecer parcerias com editoras regionais e nacionais, garantindo qualidade gráfica e distribuição profissional;
  • Plano anual de publicações, com calendário público e chamada aberta para autores locais.
  • Inclusão de formatos digitais acessíveis, incluindo audiodescrição e e-books em padrão universal.
  • Integração em redes de bibliotecas e plataformas de venda online, reforçando a visibilidade.

Impacto orçamental

Médio/baixo; com possibilidade de financiamento por fundos culturais, patrocínios e venda de exemplares.

Impacte ambiental

  • Impressão responsável em papel certificado FSC e tintas ecológicas;
  • Prioridade ao formato digital para reduzir consumo de recursos;
  • Logística de distribuição otimizada, privilegiando redes locais e pontos de recolha.

Impacto na juventude

  • Programas de escrita criativa e concursos literários em escolas e universidades.
  • Acesso gratuito a edições digitais e audiolivros, promovendo hábitos de leitura.
  • Oportunidades para jovens ilustradores, designers e revisores integrarem as edições.

Prioridade

Média.

Exequibilidade

4 anos.

Legado

  • Criação de um arquivo editorial de referência, preservando e divulgando a identidade de Torres Vedras;
  • Plataforma permanente de incentivo à criação literária e artística local;
  • Reforço da marca cultural do concelho, tornando-o um polo de edição e difusão de conhecimento;
  • Memória duradoura para gerações futuras, com publicações que documentam a evolução social, histórica e criativa do território.

PATRIMÓNIO CULTURAL

REQUALIFICAÇÃO CASTELO DE TORRES VEDRAS 

O Castelo, monumento classificado e o mais emblemático da cidade, encontra-se em elevado estado de degradação, com sérias limitações à sua utilização para eventos culturais e fraca exploração do seu potencial turístico. Localizado no coração do centro histórico, tem condições únicas para se tornar um polo de atração regional e nacional. 

A sua requalificação é um desígnio de futuro, mas também uma conquista do UNIDOS por Torres Vedras, que desde 2021 tem insistido neste projeto. Foi graças à nossa intervenção que a Câmara Municipal inscreveu a requalificação do Castelo no Orçamento Municipal desde 2022, reconhecendo a pertinência da nossa proposta.

Âncora
Seguindo exemplos de sucesso em outros castelos nacionais (Tomar, Leiria, Ourém), a requalificação do Castelo de Torres Vedras será um marco para a regeneração do centro histórico e um fator de diferenciação turística no Oeste.

Objetivos

  • Consolidar estruturalmente o monumento, assegurando a sua conservação, requalificação e salvaguarda, reformulando o seu circuito interpretativo.
  • Melhorar o impacto estético e paisagístico, privilegiando materiais duradouros e de qualidade.
  • Reforçar a sinalética informativa e instalar mobiliário urbano alusivo à época.
  • Criar novas acessibilidades que permitam usos diversificados e permanentes.
  • Valorizar o Castelo como espaço cultural e de lazer: miradouro, espetáculos, feiras medievais, recriações históricas, concertos e jantares temáticos.
  • Implementar experiências históricas mais interativas e atrativas para residentes, escolas e turistas.

Compromisso
Lançar um concurso internacional de ideias, para captar as melhores propostas arquitetónicas e culturais, garantindo uma reabilitação inovadora e de referência. Procurar financiamento europeu, replicando modelos já concretizados noutros municípios.

Referências nacionais (com financiamento europeu)

  • Castelo de Ourém – 2,5 milhões € (2018-2022)
  • Fortaleza de Juromenha – 5 milhões € (2021-2025)
  • Castelo de Leiria – 6 milhões € (2019-2022)

Impacto orçamental

Médio/alto; elevado investimento inicial, mas com forte potencial de financiamento comunitário e retorno económico através do turismo cultural.

Impacte ambiental

Positivo. A requalificação respeitará os elementos naturais e paisagísticos, reforçando a integração harmoniosa do monumento no território.

Impacto na juventude

Elevado. As recriações históricas, experiências imersivas e eventos culturais tornam o Castelo um espaço privilegiado de contacto com a história e a identidade local.

Prioridade
Alta; o Castelo é o ícone maior do concelho e a sua degradação compromete a imagem da cidade.

Exequibilidade
4 anos; curto prazo. Faseamento possível: consolidação estrutural, valorização paisagística e dinamização cultural.

Legado
Transformar o Castelo de Torres Vedras numa referência nacional de requalificação patrimonial, capaz de atrair visitantes, reforçar a identidade da cidade e revitalizar o centro histórico.

PAÇOS DO CONCELHO – CASA DA CIDADANIA

Um lugar de reflexão sobre o passado, presente e futuro de Torres Vedras

Este espaço será o coração da cidadania torriense, um local de reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da cidade e do concelho.

Para além de acolher as Assembleias Municipais e os Conselhos Consultivos, funcionará como Casa da Cidadania, reunindo um património único de memórias e imagens que documentam a transformação de Torres Vedras.

Aqui, serão concentrados os espólios de vários fotógrafos, com destaque para a coleção recentemente adquirida de Eduardo Gageiro e Ezequiel Santos, entre outros fotógrafos torrienses, constituindo um acervo visual de referência.

Deste modo, os Paços do Concelho passam a ser não só um lugar de decisões cívicas, mas também um centro de memória coletiva, onde a história da cidade dialoga com os desafios do futuro.

Âncora

A transformação dos Paços do Concelho numa Casa da Cidadania, que seja simultaneamente espaço de memória, reflexão e decisão.

Objetivos

  • Oferecer um espaço para discussão e reflexão sobre o futuro da cidade, com base nas lições do passado e nas experiências retratadas nas coleções fotográficas;
  • Reunir os espólios de fotógrafos torrienses, incluindo os de Eduardo Gageiro e Ezequiel Santos, criando uma coleção acessível ao público que documente a evolução da cidade;
  • Afirmar-se como centro de decisões cívicas da cidade, através de Assembleias Municipais temáticas e reuniões de Conselhos Consultivos abertas à participação da comunidade.

Metas

  • Realizar 4 eventos anuais para discutir o futuro da cidade, com foco na integração do património histórico e da inovação, prevendo uma média de 200 participantes por evento;
  • Lançar o programa “Histórias Vivas”, convidando a população a partilhar memórias e histórias pessoais sobre a cidade;
  • Exibir espólios fotográficos torrienses numa exposição permanente sobre a história da cidade e as suas transformações, com inauguração até ao final do 1.º semestre de 2026;
  • Desenvolver um programa de workshops e visitas guiadas que contem a história de Torres Vedras através da fotografia, atraindo pelo menos 1.000 participantes no primeiro ano.

Compromisso

Reforçar a ligação da comunidade ao património histórico, ao debate democrático e às decisões sobre o futuro da cidade.

Impacto orçamental

Médio. 

Impacte ambiental

Reduzido, limitado à requalificação e adaptação do espaço existente.

Impacto na juventude

Relevante, através de programas educativos, visitas escolares, workshops e participação ativa nos Conselhos Consultivos.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

4 a 8 anos. 

Legado

Deixar à cidade um espaço democrático vivo e dinâmico, onde memória, cultura e cidadania se unem para formar a identidade coletiva de Torres Vedras.

CENTRO CULTURAL DE TORRES VEDRAS

Um novo ponto de encontro entre a cultura e o conhecimento

O Centro Cultural de Torres Vedras será uma infraestrutura moderna e multifuncional, concebida para promover a educação, a arte e a preservação histórica, alinhado com os desafios e necessidades da cidade contemporânea.

Este projeto irá integrar:

  • Biblioteca Municipal – um espaço de leitura, pesquisa e conexão digital, com acervos sobre a história local, literatura contemporânea e plataformas digitais acessíveis;
  • Galeria de Arte – um espaço para promover a arte local, novos talentos e acolher exposições nacionais e internacionais;
  • Espaço Criativo e de Cowork – pensado para estudantes, empreendedores culturais e nómadas digitais, que encontram em Torres Vedras um lugar alternativo para trabalhar, criar e trocar experiências;
  • Salas de ensaio – espaços que servirão de estímulo à criação e que estarão disponíveis para toda a comunidade;
  • Sala de espetáculos – auditório multifuncional capaz de acolher orquestras e artes performativas.

Em conjunto, estes núcleos formarão um hub de conhecimento e criatividade, estimulando o acesso à cultura e à educação, mas também projetando Torres Vedras como uma cidade atrativa para visitar, viver, trabalhar e inovar.

A localização escolhida é os Jardins de Santiago, junto à Igreja homónima, e o projeto contará ainda com um parque de estacionamento subterrâneo de dois pisos, garantindo acessibilidade e conveniência para residentes e visitantes.

Âncora

Construção do Centro Cultural de Torres Vedras; reforço da identidade cultural e educativa de Torres Vedras, projetando a cidade para o futuro.

Objetivos

  • Promover a cultura e o conhecimento, através de uma oferta diversificada e acessível;
  • Envolver a comunidade em programas educativos e culturais inovadores;
  • Atrair novos públicos – jovens, famílias e nómadas digitais – tornando a cidade mais aberta ao mundo e às novas formas de trabalho e criação;
  • Valorizar os Jardins de Santiago com uma infraestrutura emblemática que reforce a centralidade da cidade.

Metas

  • Implementar uma plataforma online que possibilite o empréstimo de livros e o acesso remoto a recursos digitais;
  • Realizar exposições temporárias de artistas locais, nacionais e internacionais;
  • Atingir um mínimo de 100 utilizadores regulares no espaço de cowork no primeiro ano, incluindo jovens empreendedores e nómadas digitais;
  • Reduzir custos operacionais ao eliminar rendas de aluguer externo, otimizando recursos e priorizando soluções mais económicas.

Compromisso

  • Criação de um espaço público moderno emblemático, inclusivo e multifuncional, que combine identidade, tradição e inovação.
  • Os termos de referência do projeto serão apresentados nos primeiros 100 dias.

Impacto orçamental

Alto. 

Impacte ambiental

Positivo, pela revitalização de uma área central e pela integração de soluções energéticas sustentáveis no edifício.

Impacto na juventude

Elevado, oferecendo espaço de cowork e programas que promovem novas competências culturais, digitais e empreendedoras.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

12 anos 

Legado

Transformação do Centro Cultural num símbolo da cidade contemporânea, espaço que une gerações e atrai novos públicos, deixando uma marca duradoura no desenvolvimento cultural e cívico de Torres Vedras.

MERCADO MUNICIPAL

Onde a tradição se encontra com a inovação

O Mercado Municipal foi, em tempos, um espaço de encontro, trocas e vida pulsante no coração da cidade. Hoje, encontra-se subaproveitado, apesar do seu enorme potencial.


A revitalização do edifício permitirá criar uma nova dinâmica no centro histórico, transformando-o num centro sociocultural e comunitário, que concilie tradição com modernidade.


Com vários espaços disponíveis, há uma oportunidade de rentabilizar a infraestrutura, acolhendo associações, instituições e organizações locais sem sede própria, e ao mesmo tempo dinamizar atividades culturais, sociais e educativas abertas a toda a população.

Âncora

Transformação do Mercado Municipal em Centro Sociocultural e Comunitário de referência no centro histórico.

Objetivos

  • Rentabilizar uma infraestrutura municipal subutilizada, maximizando o seu valor para a comunidade;
  • Promover a integração de associações e instituições locais, oferecendo sede e condições de trabalho dignas;
  • Estabelecer o Mercado como Centro Cultural e Social, preservando a sua identidade histórica;
  • Transformar o espaço num equipamento multifuncional, que acolha iniciativas culturais, sociais, gastronómicas e educativas, gerando movimento e vida no centro histórico.

Metas

  • Alocar 50% dos espaços disponíveis a associações e instituições locais;
  • Garantir que as organizações sem fins lucrativos tenham acesso gratuito, eliminando despesas com rendas externas;
  • Atingir uma taxa de ocupação de 80% do Mercado Municipal até 2027;
  • Organizar pelo menos 12 atividades culturais ou comunitárias por ano, reforçando o papel do espaço como polo de dinamização da cidade.

Compromisso

Assegurar que o Mercado Municipal volta a ser um ponto de encontro central, com dinamismo e vida, ao serviço da comunidade.

Impacto orçamental

Baixo; a intervenção incide na reorganização e adaptação de espaços já existentes, com custos controlados.

Impacte ambiental

Positivo: reabilitação e reutilização de um edifício já existente, reduzindo a necessidade de novas construções e reforçando a sustentabilidade urbana.

Impacto na juventude

Elevado: criação de espaços acessíveis para associações juvenis, atividades culturais, projetos criativos e participação ativa dos jovens na vida comunitária.

Prioridade

Alto; responde de forma imediata às necessidades das associações e da comunidade, revitalizando o centro histórico.

Exequibilidade

4 anos. Projeto rápido e faseável, com resultados visíveis a curto prazo.

Legado

Devolver ao Mercado Municipal o papel de coração vivo da cidade, preservando a sua tradição, mas transformando-o num espaço moderno, aberto, inclusivo e participativo para as gerações futuras.

PARQUE NATURAL DOS CUCOS

Um tesouro perdido que tem de pertencer aos torrienses

A criação do Parque Natural dos Cucos é a maior prioridade estratégica deste programa. Estamos perante um património com 130 hectares, único na Região Oeste, que inclui: as antigas Termas e Hotel dos Cucos, os Chalés, o Casino, a Fonte termal, os tanques de lama, a Serra da Macheia, a Quinta, o Apeadeiro Real, vestígios romanos, as Azenhas do Cabaço e da Boiaca, bem como todo o percurso natural à beira-rio.

É um lugar de memória e identidade coletiva, carregado de simbolismo, onde muitas gerações viveram momentos inesquecíveis. Mas, ao mesmo tempo, é um espaço abandonado e em degradação, que exige uma resposta urgente e determinada.

A aposta nos Cucos é um projeto estratégico para afirmar o turismo no nosso território e preservar o maior pulmão verde de todo o concelho.

Porquê investir nos Cucos?

  1. Potencial turístico excecional – polo diferenciador e complementar a Santa Cruz.
  2. Identidade e herança cultural – devolução ao usufruto público de um património emblemático.
  3. Sustentabilidade ambiental – maior pulmão verde do concelho, essencial à qualidade de vida.
  4. Dinâmica económica – oportunidades em turismo de natureza, saúde/bem-estar, restauração, alojamento e desporto.
  5. Coesão territorial – ligação efetiva entre a cidade e as freguesias, em especial Runa.

Proposta concreta

  • Aquisição do Parque dos Cucos pela Câmara Municipal, resgatando-o para o domínio público.
  • Financiamento diversificado: orçamento municipal, fundos europeus e estatais, empréstimos bancários e doações/mecenato.
  • Revitalização faseada:
    • Reabilitação das Termas, Hotel, Chalés e Casino;
    • Recuperação da Fonte termal e valorização do termalismo;
    • Passadiços de madeira ao longo do rio, ligando serra e cidade;
    • Requalificação das Azenhas, com concessão como apoio a praias fluviais;
    • Programação cultural, científica e desportiva regular.

Âncora

Imóvel e conjunto paisagístico de interesse público, com valor histórico, ambiental e turístico únicos no concelho. A sua integração como Parque Natural permitirá recuperar o maior pulmão verde de Torres Vedras, ligar a cidade a Runa e estabelecer um eixo estruturante de natureza, cultura e termalismo.

Objetivos

  • Melhorar a qualidade de vida, bem-estar e felicidade da comunidade;
  • Revitalizar o património natural e histórico com soluções sustentáveis;
  • Criar um grande espaço de lazer, cultura e educação ambiental acessível a todos;
  • Estimular o turismo de natureza, termal e desportivo;
  • Colocar Torres Vedras no mapa nacional da regeneração patrimonial.

Compromisso

  • Iniciar de imediato negociações com os proprietários, com avaliação independente e due diligence jurídica e ambiental.
  • Criar Unidade de Projeto dedicada (equipa técnica municipal + parceiros externos) e um Conselho Consultivo (universidades, associações, juntas, IPSS, associações ambientais e culturais).
  • Definir Plano Diretor do Parque (uso público, conservação, termalismo, mobilidade suave, concessões) com participação pública.
  • Apresentar candidatura a fundos europeus e mobilizar mecenato para restauro e programação.
  • Calendário faseado: aquisição e segurança do perímetro, acessos e passadiços prioritários, reabilitação termal e azenhas, ativação cultural.

Impacte ambiental

Muito positivo. Proteção de habitats ribeirinhos, renaturalização, reforço de corredores ecológicos, melhoria de qualidade de água e solos, aumento de biodiversidade, captura de carbono através de gestão florestal sustentável, promoção de mobilidade suave e educação ambiental.

Impacto na juventude

Elevado. Novos espaços para desporto e natureza, estágios e investigação (termalismo, biodiversidade, turismo), voluntariado ambiental, emprego verde e oferta cultural ao ar livre. O parque torna-se sala de aula viva para escolas e associações juvenis.

Impacto orçamental

Alto; envolve aquisição e reabilitação faseada. Mitigado por financiamento europeu/estatal, mecenato, concessões (azenhas, equipamentos de apoio), eventos e receitas próprias do parque.

Prioridade

Alta; património em degradação, oportunidade estratégica rara e forte consenso comunitário quanto à sua recuperação e devolução ao uso público.

Exequibilidade

4-12 anos; aquisição e primeiras aberturas ao público no curto prazo; reabilitação integral e consolidação do modelo de gestão em duas fases de mandato.

Legado

Devolver aos torrienses o mais valioso conjunto patrimonial e natural do concelho, transformando um “tesouro perdido” num Parque Natural de referência nacional: vivo, sustentável, educativo e economicamente dinamizador — um novo coração verde que liga cidade e freguesias e projeta Torres Vedras para o futuro.

HOTEL E SPA TERMAL DOS CUCOS

Uma joia da coroa do termalismo português condenada à invisibilidade

O Complexo Termal dos Cucos, outrora símbolo do termalismo português e do prestígio de Torres Vedras, encontra-se hoje votado ao abandono. É urgente devolver-lhe a dignidade, transformando-o num polo de turismo de saúde e bem-estar de referência nacional e internacional.

Após a aquisição do imóvel pelo Município, e ao abrigo do Programa REVIVE promovido pelo Turismo de Portugal, será possível devolver a vida a esta infraestrutura única. O modelo de intervenção passa pelo lançamento de um concurso público internacional, concessionando os imóveis do Complexo Termal com maior potencial turístico a entidade(s) privada(s), por um período superior a 50 anos.

O concessionário vencedor terá de:

  • Respeitar um caderno de encargos definido pela autarquia;
  • Suportar integralmente os custos de requalificação dos edifícios;
  • Assegurar a manutenção permanente do espaço ocupado;
  • Pagar uma renda anual à Câmara Municipal, garantindo receitas estáveis a longo prazo.

Com esta renda periódica, a autarquia poderá amortizar um eventual empréstimo bancário e financiar a recuperação do Parque Termal e a criação de um Núcleo Museológico aberto a todos, assegurando que o património seja fruído pela comunidade.

Além do retorno económico, o projeto aposta no Turismo de Saúde e Bem-Estar, reativando a fama das “milagrosas águas termais” dos Cucos, com propriedades terapêuticas reconhecidas desde o século XIX.

Objetivos

  • Recuperar e rentabilizar o Complexo Termal através do modelo de concessão sustentável;
  • Criar um Hotel e Spa Termal de referência, atraindo turistas nacionais e estrangeiros;
  • Gerar receitas anuais para a autarquia, revertendo em benefício do concelho;
  • Valorizar o património histórico e cultural, preservando a identidade do lugar;
  • Reforçar a oferta turística da Região Oeste, apostando num segmento diferenciado: saúde, bem-estar e turismo termal.

Referências Nacionais – Aquisições por Câmaras Municipais

  • Quinta da Regaleira (1997), Sintra – 5 milhões € (10 milhões € em valores de 2025)
  • Palácio do Marquês de Pombal, Oeiras (2004) – 10 milhões € (15 milhões € em valores de 2025)
  • Quinta do Sobralinho, Vila Franca de Xira (1993) – 1,75 milhões € (4,8 milhões € em valores de 2025)

PRAIA FLUVIAL DOS CUCOS

Um conceito único para a região oeste

O Vale dos Cucos, pela natureza envolvente, é um lugar com características únicas às portas de qualquer cidade. Este refúgio natural deve ser recuperado e preservado e colocado à disposição e usufruído durante todo o ano, em segurança e com as comodidades certas.

Neste lugar existem múltiplos pontos de interesse que, devidamente valorizados, irão atrair visitantes durante todo o ano (termas, bosques, cascatas, etc.).

Localizadas no meio de um rochedo calcário e divididas ao longo de um percurso pedestre de rara beleza, as três quedas de água existentes são únicas na região Oeste. Mas não têm visibilidade, nem a utilidade merecida e que já tiveram em tempos não muito longínquos.

É por isso que a requalificação de toda essa zona à beira-rio e a possibilidade de a comunidade a usufruir é um desafio imperativo.

Objetivos

  • Eliminar a vegetação invasiva, reflorestando com espécies autóctones;
  • Proceder à instalação de passadiços para melhorar as acessibilidades condicionadas por um pavimento irregular;
  • Desobstruir a extensa linha de água, de modo a construir novas represas junto às Azenhas, criando um complexo fluvial composto por várias piscinas naturais de água doce;
  • Alargar e aumentar a profundidade do recinto atual, permitindo um maior armazenamento de água e possibilitando o acesso ao Rio Sizandro para banhos como sempre aconteceu historicamente.

Referências Nacionais

Existem a nível nacional três bons exemplos que podem inspirar o projeto:

  • Praia Fluvial das Fragas de São Simão;
  • Praia Fluvial de Nossa Senhora da Piedade (Serra da Lousã);
  • Praia Fluvial de Penha Garcia.

Compromisso

Desencadear o processo de requalificação e recuperação dos Cucos uma vez concretizada a sua aquisição pelo município.

Legado

Transformar um recurso natural adormecido num património coletivo vivo, unindo conservação ecológica, fruição social e desenvolvimento económico equilibrado, ao longo de todo o ano, proporcionando às gerações futuras um símbolo identitário único de harmonia entre a cidade, a água e a natureza.

Exequibilidade

4-12 anos; aquisição e primeiras aberturas ao público no curto prazo; reabilitação integral e consolidação do modelo de gestão em duas fases de mandato.

AQUEDUTO

Uma oportunidade para novos projetos educativos, ambientais e turísticos.

O Aqueduto, pelo que representa na evolução da distribuição da água pelo território, faz a ligação entre o passado e o presente, abrindo caminho para conectar a zona dos Cucos à cidade.

Este ícone patrimonial, atualmente desprezado e esquecido, guarda memórias sobre o funcionamento da cidade antiga que já ninguém se lembra.

A transformação da cidade, na antiguidade, deveu-se a esta estrutura de abastecimento de água que, agora, poderá representar uma oportunidade para novos projetos educativos, ambientais e turísticos.

Através da sua requalificação, será possível criar um novo impulso para contar histórias desconhecidas às novas gerações. Este lugar será, seguramente, um ponto de interesse para turistas e residentes em todo o território.

Âncora

Requalificação de um ícone patrimonial que liga a história da água à identidade do território.

Objetivos

  • Promover a ligação entre a zona dos Cucos e Arenes;
  • Criar percursos pedestres na área envolvente;
  • Instalar iluminação monumental para melhorar o visual arquitetónico.

Compromisso

Valorizar o Aqueduto como elemento diferenciador de Torres Vedras, integrando-o em percursos de educação patrimonial, turismo e ambiente.

Impacto orçamental

Médio; exigindo intervenções de conservação, iluminação e acessibilidade, mas sem os custos de grandes obras estruturais.

Impacte ambiental

Positivo. Valorização da paisagem, criação de percursos pedonais sustentáveis, preservação do património histórico.

Impacto na juventude

Elevado. novos programas educativos sobre história, água e sustentabilidade, atraindo também jovens turistas e estudantes.

Prioridade

Alta; dada a degradação atual e o seu valor histórico-cultural.

Exequibilidade

4 anos, com possibilidade de implementação faseada (limpeza, percursos, iluminação).

Legado

Transformar o Aqueduto num símbolo vivo da história e da identidade de Torres Vedras, devolvendo-o à comunidade e projetando-o como polo turístico e educativo da região.

FORTE DE SÃO VICENTE

Um legado com mais de dois séculos de história

A fortificação mais importante das Linhas de Torres durante as Invasões Francesas é um monumento nacional que continua sem o protagonismo merecido.

Embora o Centro Interpretativo ofereça algum contexto e seja interessante, não consegue transmitir a grandiosidade dos acontecimentos vividos no Forte. Durante uma visita pelo espaço envolvente, é difícil compreender a sua verdadeira importância histórica e o papel que desempenhou, especialmente no contexto da presença das tropas inglesas.

Para tornar o espaço mais cativante e permitir uma compreensão mais profunda, propõe-se a instalação de réplicas de estruturas da época (soldados em combate, canhões, trincheiras), criando uma experiência imersiva que transporte os visitantes diretamente para o cenário de guerra e revele o verdadeiro espírito do lugar.

Uma das grandes apostas será a instalação de uma cafeteria nas ruínas da antiga Casa do Guarda, projetada em formato de estufa de vidro e aço corten. O design moderno permitirá uma vista panorâmica sobre a paisagem, criando um ambiente único de interação com a natureza e a história.

Para reforçar a atratividade, é essencial criar um parque de estacionamento no terreno junto ao Miradouro Meia-Laranja, com passadiços de acesso, e proceder à requalificação da Rua das Linhas de Torres, atualmente desorganizada, garantindo mobilidade e acessibilidade.

Âncora

O Forte como espaço central da memória coletiva nacional das Linhas de Torres.

Objetivos

  • Melhorar a experiência educativa e imersiva, recriando o cenário histórico das Invasões Francesas;
  • Reforçar a narrativa visual e contextual do Centro Interpretativo, tornando-o mais envolvente;
  • Organizar visitas guiadas temáticas, reconstituições históricas e eventos culturais;
  • Desenvolver campanhas de marketing e parcerias com instituições educativas para aumentar a notoriedade do monumento.

Metas

  • Instalar a cafeteria nas ruínas da Casa do Guarda em formato de estufa de vidro e aço corten, até final de 2026;
  • Lançar uma campanha de marketing digital e presença ativa em redes sociais sobre o Forte de São Vicente até final de 2026, com o objetivo de aumentar o número de visitantes em 20% nos dois anos seguintes;
  • Apostar na dinamização do espaço durante o Festival Novas Invasões, com jantares históricos e exibição de cinema ao ar livre.

Compromisso

Transformar o Forte num centro de referência para a história das Invasões Francesas, combinando educação, lazer e turismo.

Impacto orçamental

Médio; com necessidade de obras de requalificação, mas compensado por receitas turísticas e eventos culturais.

Impacte ambiental

Moderado e controlado – construção de estruturas leves e integradas na paisagem (aço corten, vidro, passadiços em madeira).

Impacto na juventude

Elevado – espaço atrativo para programas escolares, visitas temáticas e experiências imersivas que unem história e tecnologia.

Prioridade

Alta; dada a importância histórica e o potencial turístico ainda inexplorado.

Exequibilidade

4 anos; com fases claras: estacionamento, requalificação, instalação da estufa-cafetaria e dinamização cultural.

Legado

Reforçar Torres Vedras como capital simbólica das Linhas de Torres, devolvendo ao Forte de São Vicente a imponência e a centralidade que merece no panorama nacional e internacional.

CONVENTO DE PENAFIRME

Ruínas que contam histórias e escondem memórias

As ruínas do Convento de Penafirme preservam o legado deixado pelo pós-terramoto de 1755, mantendo viva a memória de uma Torres Vedras antiga.

O interesse na sua conservação traduz-se num compromisso com a história e identidade local, mas também com a herança cultural do concelho no contexto nacional.

Para resgatar o que o tempo e as dunas ocultaram, torna-se essencial promover campanhas de escavações arqueológicas, capazes de revelar segredos que permanecem soterrados. Este esforço deve ser articulado com instituições académicas e culturais nacionais e europeias, garantindo conhecimento científico, metodologias adequadas e acesso a financiamento especializado.

Sob as camadas de areia, encontram-se testemunhos do quotidiano e indícios do impacto profundo do terramoto de 1755 na transformação da zona costeira, que podem oferecer pistas valiosas sobre a relação entre o mar e o território.

Trata-se de um projeto que alia investigação, preservação e valorização turística, aproximando a comunidade da sua própria história.

Âncora

As ruínas como símbolo da resistência da memória coletiva e da identidade torriense.

Objetivos

  • Realizar campanhas de escavações arqueológicas para aprofundar o estudo do impacto do terramoto de 1755 na Região Oeste;
  • Reforçar a segurança e estabilidade das ruínas, preservando o monumento para o futuro;
  • Estabelecer colaborações com universidades e centros de investigação, integrando o projeto em redes de investigação europeias;
  • Envolver a comunidade local através de visitas guiadas, ações educativas e eventos inovadores que tragam novas narrativas ao espaço.

Compromisso

Resgatar e preservar um património único que conta a história de Torres Vedras e de Portugal.

Impacto orçamental

Médio.

Impacte ambiental

Moderado — trabalhos de escavação e consolidação respeitando o ecossistema dunar e costeiro.

Impacto na juventude

Elevado — possibilidade de ligação à ciência, história e arqueologia através de projetos educativos e visitas de estudo.

Prioridade

Média.

Exequibilidade

8 anos.

Legado

Preservar um património arqueológico único que conta a história do impacto do terramoto de 1755, reforçando o papel de Torres Vedras na memória nacional e devolvendo às futuras gerações um espaço cultural e educativo.

CONVENTO DO VARATOJO

Uma herança religiosa altamente valiosa

O Convento de Santo António do Varatojo, fundado em 1470 pelo Rei D. Afonso V, é um dos mais notáveis monumentos religiosos do concelho e um dos mais relevantes do país, pela sua ligação histórica à Ordem Franciscana.

A sua arquitetura preserva séculos de espiritualidade, associada a um vasto acervo de arte sacra e a uma localização privilegiada, com a mata franciscana a enquadrar o convento numa paisagem singular.

Apesar do seu valor patrimonial e espiritual incalculável, o Convento encontra-se subaproveitado como recurso cultural e turístico, carecendo de ações estratégicas de restauro, valorização e dinamização que garantam a sua preservação e projeção no futuro.

Âncora

O convento como espaço de espiritualidade, história e cultura, transformado em referência turística e educativa.

Objetivos

  • Implementar um plano de restauro contínuo, preservando elementos arquitetónicos, artísticos e naturais associados ao convento;
  • Planear eventos sazonais na mata franciscana — concertos, peças de teatro e experiências culturais que respeitem a identidade espiritual do espaço;
  • Desenvolver uma exposição interpretativa permanente sobre a fundação do convento e a presença franciscana em Portugal, com recurso a suportes digitais e interativos;
  • Criar pacotes turísticos integrados com o Geoparque Mundial do Oeste, promovendo sinergias entre património religioso, histórico e natural.

Compromisso

Garantir a preservação de um dos monumentos mais importantes do concelho, reforçando o seu papel como centro de identidade franciscana e ponto de atração cultural.

Impacto orçamental

Médio.

Impacte ambiental

Reduzido — as intervenções respeitarão o equilíbrio da mata franciscana e o enquadramento paisagístico.

Impacto na juventude

Relevante — espaço de educação patrimonial e cultural, potenciando atividades pedagógicas e visitas de estudo.

Prioridade

Média. 

Exequibilidade

8-12 anos.

Legado

Preservar um símbolo maior da herança franciscana em Portugal, transformando-o num polo cultural e turístico de referência, capaz de atrair visitantes nacionais e estrangeiros e de reforçar o orgulho da comunidade local.

PALÁCIO DE RUNA

Um monumento desconhecido da maioria dos torrienses

O Palácio-Asilo de Inválidos Militares de Runa, inaugurado em 1827, foi fundado pela Princesa Maria Francisca Benedita com o propósito de acolher militares inválidos, numa época em que a filantropia se cruzava com a assistência social.

Com a sua arquitetura setecentista imponente e uma longa tradição ligada à memória militar, este imóvel de interesse público representa um testemunho histórico de elevado valor patrimonial.

Atualmente, é propriedade do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), organismo do Estado Português. Através de uma parceria estratégica entre o IASFA e a Câmara Municipal de Torres Vedras, propõe-se a sua requalificação, de forma a devolver dignidade ao edifício e transformá-lo num espaço dinâmico de cultura, história e turismo.

A revitalização do Palácio de Runa permitirá valorizar um património esquecido, transformando-o num polo de atração cultural e turístico de referência, com forte impacto na educação patrimonial e na identidade local.

Âncora

A recuperação e dinamização do Palácio de Runa como espaço cultural e museológico, em parceria com o IASFA.

Objetivos

  • Salvaguardar o património museológico e arquitetónico, promovendo intervenções contínuas de restauro no edifício e nos jardins;
  • Tornar o espaço atrativo para visitas escolares e culturais, promovendo a ligação da comunidade à sua herança histórica;
  • Criar uma exposição permanente dedicada à fundadora, Princesa Maria Francisca Benedita, sublinhando o seu papel na assistência social em Portugal;
  • Promover visitas guiadas aos salões, à igreja e aos jardins, destacando os elementos arquitetónicos neoclássicos e a função histórica do palácio.

Metas

  • Co-organizar, em conjunto com associações culturais, um mínimo de 6 eventos culturais anuais (exposições temporárias, concertos, peças teatrais) no espaço, a partir de 2025;
  • Estabelecer pelo menos 5 parcerias com associações históricas e culturais até 2026, reforçando a dinamização e valorização do Palácio de Runa.

Compromisso

Defender e valorizar o património histórico esquecido, garantindo que o edifício volta a ser um ponto de orgulho para os torrienses.

Impacto orçamental

Médio. 

Impacte ambiental

Reduzido, centrado sobretudo na preservação e manutenção sustentável dos jardins históricos do palácio.

Impacto na juventude

Significativo, com visitas escolares, programas educativos e eventos culturais que ligam os jovens à história e identidade local.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

4-8 anos. 

Legado

Transformar o Palácio de Runa num símbolo de identidade e memória, garantindo que um monumento esquecido se torna um ponto de referência cultural e turístico para as próximas gerações.

PLACAS TOPONÍMICAS EQUIPADAS COM “QRCODE

Grande parte das ruas do concelho de Torres Vedras tem nomes de personalidades que a maioria dos cidadãos desconhece. As placas toponímicas, hoje, cumprem apenas a função de identificação, quando poderiam ser também instrumentos de memória coletiva e de valorização cultural.


Com a tecnologia atualmente disponível, é possível tornar essa informação acessível a todos, através da integração de códigos QR que permitam, com um simples gesto, aceder a informação sobre a personalidade homenageada, o local ou a própria história da cidade.

Âncora
Alteração do Regulamento Municipal sobre Toponímia e Numeração de Edifícios, de forma a permitir que as novas placas integrem códigos QR e que, gradualmente, as antigas sejam substituídas.

Objetivos

  • Democratizar o acesso à informação sobre a história e identidade local.
  • Uniformizar as placas toponímicas no concelho, tornando-as mais apelativas e modernas.
  • Reforçar a memória coletiva e os laços identitários da comunidade.
  • Criar um recurso educativo útil para escolas, visitantes e investigadores.

Compromisso

  • Garantir que todas as novas placas toponímicas sejam equipadas com QRCode.
  • Substituir progressivamente as placas existentes, assegurando acessibilidade universal.
  • Criar conteúdos digitais de qualidade, concisos e fiáveis, associados a cada placa.

Impacto orçamental

Baixo; a implementação é de baixo custo, sobretudo em placas novas, sendo a substituição das antigas feita de forma faseada.

Impacte ambiental

Neutro. O impacto é apenas relativo à substituição gradual de placas, feita de forma programada e sustentável.

Impacto na juventude

Significativo. Os mais jovens terão acesso rápido e interativo a informação sobre a sua cidade, fomentando interesse pela história local e reforçando a educação cívica.

Prioridade
Média. É uma medida com impacto cultural e identitário, que pode ser desenvolvida em paralelo com outros projetos municipais.

Exequibilidade
4 a 8 anos; curto prazo. A integração em novas placas pode ser imediata, enquanto a substituição das restantes pode ser faseada ao longo do mandato.

Legado
Esta medida permitirá deixar à cidade uma rede de memória viva e acessível, transformando as ruas em páginas abertas da história coletiva. Torres Vedras passará a ter uma toponímia que não só orienta, mas também educa, preserva e valoriza o património imaterial do concelho.

TURISMO

PROGRAMA INOVADOR DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO “ALINHA EM TORRES VEDRAS

Torres Vedras – Onde o mar encontra o campo e a história abraça o futuro

Entre o Atlântico e as colinas verdejantes, Torres Vedras é um lugar onde cada amanhecer sente o poder do mar e respira a tranquilidade das vinhas. Aqui, a tradição não é passado, é força viva que se reinventa a cada dia. Das praias selvagens ideais para o surf aos vales onde a agricultura molda paisagens e sabores, das memórias das Linhas de Torres ao bulício mercantil da cidade, todo o concelho respira historicamente autenticidade e inovação.

Chegou o momento de transformar esta riqueza em oportunidade.

O Programa “Alinha em Torres Vedras” convida-nos a olhar para o território como um todo: mar, campo, cultura, gastronomia, natureza e bem-estar oferecendo uma experiência completa, capaz de seduzir visitantes durante todo o ano e de criar emprego qualificado para quem aqui vive.

Um turismo que emocione e respeite, que proteja a paisagem e valorize a comunidade. Queremos que cada jovem veja no turismo uma carreira de futuro, que cada produtor sinta orgulho em partilhar o que é nosso, que cada visitante leve consigo mais do que fotografias – leve a memória de um concelho que cuida da sua história e do seu amanhã.

Alinha em Torres Vedras” é mais do que um projeto turístico, é um pacto entre gerações, um compromisso de sustentabilidade e um convite ao mundo para descobrir um destino de excelência, o coração do Oeste, onde o passado inspira e o futuro acontece.

Alinha em Torres Vedras” é um programa integrado de desenvolvimento turístico que visa valorizar, de forma equilibrada e inovadora, campo, praia, gastronomia, património histórico e identidade local. Assente numa abordagem de turismo sustentável e de experiência, articulando natureza, cultura, enoturismo, agricultura, surf, cicloturismo, termalismo, tradições e eventos, dinamizará um destino quatro-estações que amplie a permanência média dos visitantes e diversifique a economia local.

Âncora

Lançamento do Programa “Alinha em Torres Vedras” e reforço da estratégia de Turismo do concelho de Torres Vedras.

Objetivos

  • Consolidar a marca “Torres Vedras” como destino de excelência nacional e internacional, unindo litoral e interior;
  • Aumentar o valor económico do turismo com mais estadias, maior gasto médio e criação de emprego qualificado;
  • Promover turismo de natureza e aventura (percursos pedestres e BTT, observação de aves, escalada, surf e desportos de mar e vento) em ligação ao património geológico e florestal;
  • Valorizar o património histórico – Linhas de Torres, Castro do Zambujal, Castelo, Termas dos Cucos e Vimeiro e centros históricos das freguesias;
  • Dinamizar a gastronomia e o enoturismo, reforçando a ligação à agricultura local e à Denominação de Origem de Vinhos (DOC) de Torres Vedras;
  • Impulsionar o agroturismo e o turismo rural;
  • Desenvolver um calendário anual de eventos (festival de inverno, rota gastronómica, festival do mar e da vinha);
  • Digitalização turística, criando uma plataforma de informação única, permitindo reservas e roteiros interativos multilingues;
  • Formação e qualificação de recursos humanos, em parceria com escolas de hotelaria, associações e universidades.

Compromissos

  • Sustentabilidade como princípio transversal (eficiência energética, mobilidade suave, certificação ambiental);
  • Parcerias público-privadas, envolvimento de operadores turísticos, produtores locais, associações culturais e ambientais.
  • Integração com o Turismo de Portugal e estruturas regionais (OesteCIM, Região de Turismo do Centro;
  • Participação cidadã: fóruns anuais com agentes locais para aferir impacto e recolher contributos.
  • Monitorização contínua: indicadores de visitantes, emprego, pegada carbónica e satisfação do turista.

Impacte orçamental

Médio; deverá incluir planeamento e promoção (reformulação de campanhas nacionais / internacionais, branding e plataforma digital; infraestruturas e requalificações turísticas (sinalética, trilhos, reabilitação patrimonial); formação e programas de inovação, podendo parte substancial do investimento ser cofinanciada por fundos nacionais e europeus (PRR, Portugal 2030, Turismo de Portugal – Linha Valorização).

Impacte ambiental

Positivo; privilegiará mobilidade verde (ciclovias, transportes elétricos para zonas de visita), conservação de ecossistemas costeiros e florestais, valorização de paisagens rurais e promoção de práticas de turismo de baixo carbono, promovendo medidas de mitigação em áreas sensíveis, como limites de carga turística.

Impacto na juventude

  • Dinamização de emprego e empreendedorismo com criação de oportunidades em hotelaria, guias de natureza, surf schools, turismo de mar e vento, tecnologia e marketing digital.
  • Reforço da educação e participação através de programas de voluntariado jovem para preservação de trilhos, eventos culturais e ações de sensibilização ambiental;
  • Contributo à fixação de população jovem e estímulo a novos negócios turísticos e criativos, combatendo a desertificação rural.

Prioridade

Alta.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Identidade reforçada com a consolidação a imagem de Torres Vedras como destino turístico de referência, equilibrando mar e campo;
  • Economia diversificada com um setor turístico robusto e sustentável, gerador de emprego qualificado e rendimento para a comunidade;
  • Património protegido e requalificado com conservação de espaços naturais e históricos para as próximas gerações;
  • Reforço do reconhecimento internacional e inclusão de Torres Vedras em roteiros e redes de turismo sustentável e cultural, impulsionando o agroturismo, o enoturismo e o turismo rural.

PLANO ESTRATÉGICO DE BRANDING E MARKETING TURÍSTICO – MARCA TORRES VEDRAS

O Plano Estratégico de Branding e Marketing Turístico de Torres Vedras pretende consolidar e projetar a Marca “Torres Vedras” e o “Produto Torres Vedras” no panorama nacional e internacional.


Em articulação transversal entre Comunicação, Turismo, Cultura, Natureza, Ambiente e Empreendedorismo, o plano visa posicionar o concelho como destino de excelência, garantindo a proteção da propriedade intelectual da designação “Torres Vedras”, reforçando o seu valor económico e reputacional.

Âncora

Elaborar e implementar um plano estratégico de branding do Concelho de Torres Vedras, com metas e cronogramas.

Objetivos

  • Definir uma identidade única para a Marca “Torres Vedras”, alinhada com valores tangíveis de autenticidade, sustentabilidade e inovação;
  • Reforçar a integração de Torres Vedras na cadeia de valor global do turismo e da economia criativa;
  • Aumentar a notoriedade internacional do concelho, em colaboração com Turismo de Portugal e redes internacionais;
  • Assegurar o registo e proteção legal da marca e de sub-marcas associadas (produtos, eventos, certificações de origem).
  • Valorizar os ativos locais: património histórico, enoturismo, gastronomia, mar e campo, eventos culturais e desportivos.

Compromissos

  • Criação de um Conselho Estratégico de Branding, com representantes de Turismo, agentes culturais, setor privado, universidades e comunidade;
  • Desenvolvimento de um Manual de Identidade para garantir coerência em todas as comunicações (logótipos, tipografia, tom de voz, storytelling);
  • Campanha internacional multicanal (digital, feiras, imprensa especializada) com foco em mercados prioritários (Europa, CPLP, diáspora torriense);
  • Proteção de Propriedade Intelectual, mediante registo nacional e internacional da designação “Torres Vedras” e marcas derivadas;
  • Integração transversal através de parcerias com as áreas da Cultura, Ambiente e Empreendedorismo para criar produtos turísticos inovadores e sustentáveis;
  • Monitorização contínua de notoriedade e impacto económico, com relatórios anuais públicos.

Impacto orçamental

Médio.

Impacte ambiental

  • Posicionamento da marca “Torres Vedras” como destino sustentável, incentivando práticas de turismo de baixo impacto e consumo de produtos locais;
  • Adoção de critérios ecológicos em todos os eventos e materiais promocionais (certificação ambiental, uso de materiais recicláveis, neutralidade carbónica em grandes campanhas);
  • Promoção de turismo de natureza, enoturismo, desportos de natureza e mobilidade suave, reduzindo emissões.

Impacto na juventude

  • Emprego e estágios qualificados em marketing digital, design, produção audiovisual e gestão de eventos;
  • Estímulo ao empreendedorismo criativo (start-ups de turismo, desportos e natureza, apps, merchandising oficial);
  • Formação em branding territorial e economia criativa, em colaboração com associações, escolas e universidades;
  • Criação de uma comunidade de embaixadores jovens para promoção da marca nas redes sociais.

Prioridade

Média/Alta.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Estabelecimento de um roteiro integrado para projetar Torres Vedras como marca global de excelência, unindo turismo, cultura, ambiente e economia num posicionamento forte, protegido e economicamente gerador de valor;
  • Inclusão duradoura de Torres Vedras na rede de destinos turísticos de excelência de Portugal e do mundo;
  • Aumento da competitividade das empresas locais, que passam a integrar uma marca territorial de forte reputação.

PROJEÇÃO INTERNACIONAL DE GRANDES EVENTOS – CARNAVAL, FEIRA DE S. PEDRO, OCEAN SPIRIT, BANG AWARDS

TRADIÇÃO COM PROJEÇÃO GLOBAL

O Plano “Tradição com Projeção Global” – Internacionalização dos Grandes Eventos de Torres Vedras – propõe uma estratégia integrada de promoção internacional dos principais eventos do concelho — Carnaval de Torres Vedras, Feira de São Pedro, Ocean Spirit e Bang Awards – posicionando-os como produtos turísticos e culturais de referência no mercado global.

O plano combinará campanhas digitais multilingues, parcerias com operadores turísticos e companhias aéreas, presença em feiras internacionais de turismo, produção de conteúdos audiovisuais premium, e criação de pacotes turísticos completos que liguem mar, campo, gastronomia e património histórico.

Tradição com Projeção Global” visa ser um programa de internacionalização estruturado, que torne os eventos emblemáticos de Torres Vedras em fatores de desenvolvimento económico, cultural e turístico, com sustentabilidade, inovação e reconhecimento global.

Objetivos

  • Aumentar notoriedade internacional de Torres Vedras enquanto destino de eventos culturais, desportivos e gastronómicos;
  • Atrair novos fluxos de visitantes estrangeiros, prolongando a estadia média e aumentando a receita turística;
  • Fomentar a geração de novos projetos económicos em torno dos grandes eventos, não apenas em setores já consolidados como surf e hotelaria, mas também em áreas emergentes como economia digital, produção de conteúdos, tecnologia e inovação aplicada a eventos culturais e desportivos;
  • Promover a marca “Torres Vedras” associada à sustentabilidade ambiental, valorizando simultaneamente os produtos agrícolas e marcas locais como parte integrante da identidade e projeção internacional do concelho;
  • Estabelecer uma rede de cidades parceiras através de protocolos com cidades que têm eventos semelhantes (Carnavais no Brasil/Europa, festivais de surf, festivais de cinema);
  • Promover residências criativas ligada aos eventos, acolhendo artistas, criadores audiovisuais e jornalistas internacionais durante os eventos para produzirem conteúdos originais sobre Torres Vedras;
  • Integrar a comunidade (associações, empresas e escolas) no processo de internacionalização para gerar orgulho e envolvimento.

Compromissos

  • Parcerias estratégicas com Turismo de Portugal, TAP, ANA Aeroportos, operadores turísticos internacionais e plataformas de reserva online;
  • Criar Pacotes turísticos integrados: experiências que juntem evento + património + gastronomia +vinho + natureza (ex.: Carnaval + visita a quintas + rota do vinho + praia);
  • Campanhas digitais segmentadas (redes sociais, Google Ads, influenciadores de viagens e cultura) em mercados-alvo prioritários: Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Brasil, EUA e mercados nórdicos.
  • Conteúdos de alto impacto, tais como vídeos 4K, storytelling em vários idiomas, fotografia de autor, transmissões em streaming;
  • Participação em feiras internacionais (FITUR Madrid, ITB Berlim, WTM Londres) com stands dedicados;
  • Formação e capacitação para agentes turísticos e culturais locais em acolhimento multilingue e marketing internacional;
  • Criar um programa de voluntariado internacional para estudantes (Erasmus, programas culturais) durante os eventos.
  • Medidas de sustentabilidade em todos os eventos: gestão de resíduos, mobilidade verde, compensação de emissões.

Impacto orçamental

Médio; possibilidade de cofinanciamento europeu (programas de turismo sustentável e internacionalização) e de patrocínios privados; previsão de retorno através de aumento de visitantes e geração de maior receita turística (hotelaria, restauração ou comércio).

Impacte ambiental

Positivo: uso de energia renovável em eventos, incentivo ao transporte coletivo e bicicletas, gestão rigorosa de resíduos, compensação de emissões através de projetos de reflorestação local; promoção de turismo responsável, respeitando património natural e cultural.

Impacto na Juventude

  • Criação de emprego sazonal qualificado (produção audiovisual, guias turísticos, logística de eventos).
  • Oportunidades de formação em marketing digital, línguas e hospitalidade.
  • Incentivo ao empreendedorismo jovem em áreas de turismo, tecnologia e economia criativa.

Prioridade

Média/alta.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Torres Vedras afirmada como capital internacional de eventos culturais e desportivos do Centro de Portugal;
  • Consolidação de uma marca global “Torres Vedras” que perdura para além dos mandatos políticos;
  • Rede sólida de parceiros internacionais, potenciando outros setores económicos (agroalimentar, enoturismo, economia do mar);
  • Fortalecimento da identidade local e orgulho comunitário, ao ver reconhecidas e valorizadas tradições como o Carnaval, com alcance mundial.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO CRIATIVO – ENCOSTA DE SÃO VICENTE & CENTRO DE ARTES E CRIATIVIDADE (CAC)

O Plano de Turismo Criativo da Encosta de São Vicente propõe transformar a zona histórica adjacente ao Centro de Artes e Criatividade (CAC) num bairro criativo vivo, onde arte, cultura popular e hospitalidade se unem. O projeto contemplará alojamentos para artistas e turistas, oficinas participativas (dança, música, artes plásticas, instrumentos tradicionais), experiências imersivas das tradições do Carnaval, e parcerias com associações e criadores locais, criando oferta turística autêntica e permanente ao longo do ano.

Este plano transformará a Encosta de São Vicente num epicentro de turismo criativo, com o CAC como catalisador, oferecendo experiências autênticas que unem arte, tradição e inovação, fortalecendo a economia, a cultura e a projeção internacional de Torres Vedras.

Objetivos

  • Valorizar a Encosta de São Vicente como destino de turismo criativo, integrando património material e imaterial;
  • Potenciar o CAC como motor de produção artística e acolhimento de residências criativas;
  • Diversificar a oferta turística com programas “mãos na massa”: oficinas de máscaras de Carnaval, construção de instrumentos, dança tradicional, gastronomia;
  • Aumentar o fluxo turístico anual, reduzindo a sazonalidade e reforçando a economia local;
  • Criar um ecossistema colaborativo entre artistas, associações culturais, alojamentos locais e operadores turísticos;
  • Projetar internacionalmente o Carnaval de Torres Vedras como experiência cultural imersiva.

Compromisso

  • Prosseguir a requalificação da Encosta com respeito pelo património histórico, criando percursos pedonais e sinalética cultural;
  • Conversão de edifícios devolutos em residências artísticas, ateliers e alojamentos de charme;
  • Programação anual de workshops e festivais em parceria com escolas de artes, associações culturais e comunidade local;
  • Integração de plataforma digital multilíngue no Portal Único Municipal para promoção e reservas de experiências criativas;
  • Incentivos a microempresas e start-ups culturais, apoiando a economia criativa;
  • Formação de guias locais e mediadores culturais.

Impacto orçamental

Médio/alto; possibilidade de cofinanciamento através de fundos nacionais e europeus para cultura e turismo sustentável, parcerias privadas e mecenato.

Impacte ambiental

  • Reabilitação de edifícios existentes, evitando novas construções e reduzindo a pegada de carbono;
  • Mobilidade suave (percursos pedonais/cicláveis) na encosta, diminuindo emissões e ruído;
  • Promoção de materiais e práticas sustentáveis nas oficinas e alojamentos.

Impacto na juventude

  • Residências artísticas e estágios para jovens criadores locais e nacionais;
  • Workshops e formação contínua em artes, design, música e empreendedorismo cultural.
  • Criação de novos empregos na economia criativa, abrindo oportunidades para jovens em turismo, cultura e tecnologia.

Legado

  • Bairro Criativo de referência nacional, atraindo visitantes e artistas de todo o mundo;
  • Carnaval de Torres Vedras reconhecido internacionalmente como experiência cultural imersiva, disponível todo o ano;
  • Revitalização sustentável da Encosta de São Vicente, reforçando a identidade histórica e artística da cidade;
  • Criação de uma economia criativa permanente, que fortalece o orgulho local e posiciona Torres Vedras como destino europeu de turismo cultural e inovador.

ESTRATÉGIA DE SMART TOURISM PARA AS LINHAS DE TORRES

A proposta visa criar um produto turístico estratégico e sustentável que transforme o sistema defensivo das Linhas de Torres Vedras – um dos mais notáveis conjuntos de fortificações militares da Europa – num eixo de atração cultural e dinâmica económica ao longo de todo o ano.


A estratégia visa integrar património militar, quintas e enoturismo, monumentos religiosos, paisagem rural e faixa costeira, ligando fisicamente o litoral ao interior do concelho através de rotas temáticas, experiências imersivas e tecnologia digital (realidade aumentada, audioguias multilingues, gamificação para jovens).

Esta estratégia colocará as Linhas de Torres Vedras no centro de um projeto de turismo inovador, sustentável e integrador, capaz de unir passado e futuro, mar e interior, cultura e natureza, gerando riqueza, conhecimento e reconhecimento mundial para o concelho.

Âncora

Desenvolver uma Estratégia de Smart Tourism alicerçado nas Linhas de Torres.

Objetivos

  • Valorizar e proteger o património histórico-militar das Linhas de Torres, reforçando a identidade e memória coletiva;
  • Posicionar o Forte de São Vicente como referência de Turismo Militar, integrado numa estratégia concelhia e regional;
  • Conceber um destino turístico diferenciado, atraindo visitantes nacionais e internacionais durante todo o ano;
  • Gerar desenvolvimento económico local, dinamizando restauração, alojamento, quintas vínicas e comércio tradicional;
  • Fomentar a educação patrimonial junto de escolas e universidades, envolvendo a comunidade científica e académica;
  • Promover sustentabilidade e inclusão, garantindo acessibilidade física e digital para todos os públicos.

Compromissos

  • Reabilitação e sinalização dos fortes, redutos e caminhos militares em parceria com a Direção-Geral do Património Cultural e entidades privadas;
  • Requalificação e melhoria dos Centros de Interpretação interativos, com experiências em realidade aumentada e reconstruções 3D;
  • Rotas integradas: “Vinho & Linhas”, “Paisagem & História”, “Do Mar à Serra”;
  • Parcerias estratégicas com o Turismo de Portugal, Rota Histórica das Linhas de Torres, associações de vinicultores, empresas de animação turística, universidades e escolas;
  • Promoção e apoio a programas educativos com visitas, oficinas e concursos para escolas do concelho e região;
  • Organização de eventos âncora (recriações históricas, festivais de música e gastronomia) com calendário anual.

Impacto orçamental

Médio/alto; progressivo e faseado.

Impacte ambiental

  • Requalificação paisagística e conservação dos ecossistemas ao longo das rotas;
  • Criação de percursos pedonais e cicláveis que incentivam mobilidade suave e reduzem emissões;
  • Adoção de materiais sustentáveis nas infraestruturas interpretativas;
  • Plano de monitorização para evitar pressão excessiva em áreas sensíveis.

Impacto na juventude

  • Formação e emprego qualificado em áreas de guia turístico, tecnologias digitais, enoturismo e património;
  • Programas de voluntariado jovem em arqueologia, conservação e promoção cultural;
  • Ferramentas educativas e de gamificação que despertam o interesse dos mais novos pela história local.

Prioridade

Média.

Exequibilidade

4-12 anos.

Legado

  • Reconhecimento internacional das Linhas de Torres como produto turístico de excelência e motor económico do concelho;
  • Preservação ativa do património militar e cultural para as gerações futuras;
  • Criação de uma identidade territorial única, onde o vinho, a paisagem rural e o mar se entrelaçam com a história das Guerras Peninsulares;
  • Estabelecimento de um modelo de turismo sustentável e distribuído ao longo do ano, que reforce o orgulho comunitário e posicione Torres Vedras como destino de referência em turismo cultural e militar.

PLANO DE VALORIZAÇÃO DA PAISAGEM PROTEGIDA LOCAL DAS SERRAS DO SOCORRO E ARCHEIRA (PPLSSA)

Turismo de Natureza e Desporto de Aventura

A Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira (PPLSSA), localizada às portas de Torres Vedras, oferece um mosaico de biodiversidade, património histórico-militar (Linhas de Torres) e vistas panorâmicas únicas a poucos quilómetros de Lisboa.

O presente plano propõe transformar esta área num destino de excelência para o turismo de natureza e desporto de aventura não motorizado, com percursos pedestres e BTT (incluindo downhill técnico), zonas de piquenique e espaços de observação da fauna e flora. As intervenções serão de baixo impacto e baseadas em princípios de conservação ambiental, bem-estar da comunidade e desenvolvimento económico local.

Este plano transformará a PPLSSA num laboratório vivo de turismo de natureza, combinando aventura, educação ambiental e conservação, reforçando a posição de Torres Vedras como porta de entrada para experiências outdoor sustentáveis às portas de Lisboa.

Objetivos

  • Conservação e valorização da paisagem, da biodiversidade e do património histórico das Serras;
  • Criar e manter trilhos de BTT e pedestres de diferentes níveis (familiar, aventura, downhill), concebidos por especialistas para reduzir erosão e perturbação da fauna;
  • Dinamizar o turismo de natureza e o desporto de aventura sustentável, aumentando a estadia média dos visitantes;
  • Promover economia local (restauração, alojamento, guias) e gerar novas oportunidades de emprego verde;
  • Educar e envolver a comunidade em práticas de preservação ambiental e atividades ao ar livre;
  • Integrar a PPLSSA em roteiros nacionais e internacionais de ecoturismo e ciclismo de montanha.

Compromissos

  • Criar infraestruturas de baixo impacto: miradouros, áreas de piquenique, sinalética inteligente (QR codes com informação ambiental e histórica), pontos de água e apoio básico de emergência;
  • Rede de trilhos BTT e pedestres com manutenção contínua, desenhados segundo normas de sustentabilidade e segurança;
  • Formação e certificação de guias locais em interpretação da natureza, primeiros socorros e condução de grupos;
  • Parcerias com escolas, clubes desportivos e associações ambientais para ações de voluntariado, monitorização e eventos;
  • Campanhas de comunicação digital e marketing verde em português e inglês.

Impacto orçamental 

Médio; possibilidade de cofinanciamento através de fundos europeus para ambiente e turismo sustentável (PRR, LIFE, Horizon Europe) e parcerias privadas (empresas outdoor, bicicletas, turismo).

Impacte ambiental

  • Projeto assente em princípios de mínimo impacto, evitando motorização e novas construções pesadas;
  • Controlo rigoroso de erosão, drenagem natural e restauração de habitats;
  • Monitorização contínua da biodiversidade e dos níveis de carga de visitantes.

Impacto na Juventude

  • Programas educativos e de voluntariado em conservação, cartografia, guias de trilho e desporto de aventura;
  • Criação de empregos verdes como guias certificados, monitores de BTT e técnicos de manutenção de trilhos;
  • Estímulo a estilos de vida saudáveis e contacto regular com a natureza.

Prioridade

Média.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Destino de referência em ecoturismo e BTT na região de Lisboa e Centro de Portugal;
  • Valorização duradoura da paisagem e da identidade torriense, associando turismo, saúde e educação ambiental;
  • Consolidação da PPLSSA como património natural e cultural de excelência, garantindo benefícios económicos e ecológicos para as gerações futuras.

PLANO ESTRATÉGICO DE ALAVANCAGEM DO GEOPARQUE OESTE
Transformar o Geoparque Oeste num destino global de turismo científico e sustentável

O Geoparque Oeste, reconhecido pela UNESCO, reúne um património geológico de relevância internacional, paisagens únicas e uma cultura profundamente enraizada. Este plano propõe posicionar o Geoparque como destino de referência mundial em turismo científico e sustentável, fazendo do selo UNESCO uma experiência viva em cada visita. A estratégia inclui a criação de “Experiências de Assinatura UNESCO”, a integração do Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras como porta de entrada, a aposta em tecnologias de realidade aumentada, e a certificação de produtos e serviços locais com critérios de qualidade e sustentabilidade.

Este plano visa transformar o Geoparque Oeste numa marca de excelência global, onde ciência, cultura e natureza se encontram. Cada vinho, cada trilho, cada peça de artesanato passa a contar a história de milhões de anos – e a projetar Torres Vedras e toda a região Oeste no mapa mundial do turismo científico e sustentável.

Objetivos

  • Valorizar o selo UNESCO como garante de autenticidade, ciência e conservação;
  • Dinamizar a economia local através de produtos e experiências certificadas, como vinhos, pastelaria tradicional, artesanato e restauração;
  • Atrair turismo científico, educativo e familiar durante todo o ano, reforçando a notoriedade internacional;
  • Fomentar o orgulho e a participação das comunidades locais, tornando-as embaixadoras do Geoparque;
  • Integrar tecnologia e inovação, como realidade aumentada, para enriquecer a interpretação do património geológico e cultural.

Compromisso

  • Experiências de Assinatura UNESCO: trilhos interpretativos, oficinas de fósseis, degustações comentadas e visitas científicas guiadas;
  • Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras como porta de entrada: hub de acolhimento, informação e programação educativa;
  • Realidade Aumentada (RA): aplicações móveis para visualização 3D de fósseis e reconstruções paleoambientais em pontos-chave;
  • Programa “Prego Dourado”: certificação de restaurantes, alojamentos e operadores turísticos que demonstrem sustentabilidade, conhecimento local e autenticidade.
  • Criação de Linha de Produtos Geoparque:
    • Vinho do Geoparque: edição especial que valorize o terroir e a ligação geológica;
    • Produtos agrícolas: selo de qualidade para Pera Rocha, Pastel de Feijão, Pão do Socorro, entre outros;
    • Artesanato geológico: cerâmica, joalharia e objetos inspirados na geologia e nos fósseis locais.;
  • Parcerias estratégicas com universidades, centros de investigação, agências de turismo e redes internacionais de geoparques.

Impacto orçamental (estimativa)

Médio/alto; para investimento progressivo e faseado; com possibilidade de cofinanciamento a partir de fundos nacionais e europeus (Turismo Sustentável, Cultura, Horizonte Europa), patrocínios privados e receitas de experiências certificadas.

Impacte ambiental

  • Proteção ativa do património geológico e da biodiversidade, garantindo que todas as atividades turísticas são de baixo impacto;
  • Monitorização da capacidade de carga dos locais de visita e dos trilhos;
  • Reforço da educação ambiental da população e dos visitantes.

Impacto na juventude

  • Formação e emprego qualificado em guias turísticos científicos, tecnologia de RA, produção artesanal e marketing verde;
  • Oportunidades de investigação e estágios em paleontologia, geologia, conservação e turismo sustentável.;
  • Estímulo à ligação dos jovens ao território e às suas potencialidades.

Prioridade

Média.

Exequibilidade

4-8 anos.

Legado

  • Reconhecimento internacional duradouro do Geoparque Oeste como modelo de turismo científico e sustentável;
  • Nova identidade económica para a região, assente em conhecimento, inovação e produtos de qualidade;
  • Orgulho e coesão comunitária, com as populações a tornarem-se guardiãs e promotoras do seu património;
  • Geração de valor económico e social a longo prazo, preservando a herança geológica e cultural para as gerações futuras.

CAVES DE TORRES VEDRAS

Projetar e criar as Caves de Torres Vedras – incluindo um Museu da Vinha, do Vinho e da Enologia e concessionar serviços à rede Horeca (eventual edifício: Instituto do Vinho e da Vinha) para dinamização de rotas de enoturismo no Concelho. Criação de uma página web associada do Vinho da Região de Torres Vedras.

As Caves de Torres Vedras serão um equipamento cultural, turístico e económico dedicado à história, produção e promoção do vinho da região. 

Âncora

Criação e dinamização das Caves de Torres Vedras.

Objetivos

  • Museu da Vinha, do Vinho e da Enologia, com exposições interativas sobre viticultura, processos enológicos e tradições locais;
  • Espaço de Caves para provas, eventos e experiências imersivas;
  • Concessão de serviços à rede Horeca (restauração, wine bar, loja de produtos regionais);
  • Aproveitamento de um edifício emblemático – possivelmente o antigo imóvel do Instituto da Vinha e do Vinho em Torres Vedras, sujeito a avaliação patrimonial;
  • Conteúdos vivos: artes plásticas (vinha e enologia), masterclasses e livinglab (água/energia/solo na adega);
  • Criação da Página Web “Vinho de Torres Vedras”, plataforma bilingue para promoção de rotas de enoturismo, reservas online, calendário de eventos e conteúdos educativos.

Objetivos

  • Valorização patrimonial e cultural da tradição vitivinícola do concelho;
  • Dinamização económica e turística, integrando o projeto nas rotas de enoturismo da Região de Lisboa;
  • Apoio direto aos produtores através de promoção coletiva da marca “Vinhos de Torres Vedras”;
  • Educação e ciência: difusão de conhecimento enológico, cursos e workshops;
  • Projeção internacional, reforçando a notoriedade dos vinhos da região.

Compromissos

  • Concessão a operadores Horeca para exploração de espaços de restauração, provas e eventos;
  • Programação contínua com festivais de vindima, jantares vínicos, lançamentos de colheitas, residências artísticas.
  • Parcerias com INIAV (polo de Dois Portos), Escola Profissional Barros Leal, Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, produtores locais, escolas de hotelaria, ESA-Santarém, Turismo de Portugal;
  • Página Web e App: informação em tempo real sobre rotas, produtores, reservas e bilhética digital.

Impacto orçamental

Médio/Alto; recurso a fundos comunitários (Turismo, Cultura), parcerias privadas e patrocínios do setor vinícola.

Impacte ambiental

  • Reabilitação de edifício existente, minimizando consumo de novos materiais;
  • Utilização de soluções de eficiência energética, painéis solares e sistemas de reaproveitamento de águas pluviais;
  • Gestão rigorosa de resíduos e incentivo ao uso de transporte público ou partilhado para visitantes.

Impacto na juventude

  • Oportunidades de emprego e formação profissional em enoturismo, restauração, museologia e marketing digital;
  • Programas educativos e visitas escolares, workshops de viticultura sustentável e cursos curtos de enologia;
  • Incubação de projetos ligados a vinhos, enoturismo e tecnologias digitais de promoção.

Prioridade
Média/Alta.

Exequibilidade
4-12 anos.

Legado

  • Consolidação de Torres Vedras como destino de enoturismo de referência em Portugal;
  • Preservação e difusão da memória vitivinícola local para futuras gerações;
  • Criação de um ícone arquitetónico e cultural que se tornará ponto de encontro da comunidade e dos visitantes;
  • Impulso duradouro para a economia regional, gerando emprego qualificado 

ENOTURISMO

Torres Vedras possui uma paisagem rural única, marcada por vinhas, pomares, hortas, florestas e campos de cultivo, que constituem parte essencial da identidade do concelho. Esta riqueza agrícola e cultural, historicamente ligada à produção de vinho, é também um fator de atração turística que importa valorizar e dinamizar. Apesar do peso histórico da região enquanto produtora de vinho, a imagem e a promoção dos vinhos locais carecem de reforço, tornando-se necessário projetar o concelho como destino de enoturismo de excelência. Aproveitando a celebração do Dia Mundial do Turismo, a proposta defende a ligação da marca Torres Vedras à produção local e ao prestígio da sua matriz rural, através de iniciativas estruturantes que aproximem produtores, distribuidores e visitantes.

Objetivos

  • Valorizar a ruralidade, a agricultura e a vitivinicultura como elementos centrais da identidade de Torres Vedras.
  • Dinamizar rotas de enoturismo, reforçando a visibilidade da produção vinícola local.
  • Criar uma página web e app georreferenciada que promova os vinhos da região e facilite a experiência turística.
  • Projetar a criação das Caves de Torres Vedras e do Museu da Vinha, do Vinho e da Enologia.
  • Reforçar a marca Torres Vedras como destino turístico, potenciando a economia local e o investimento no mundo rural.

Âncora

A proposta ancora-se na matriz rural e agrícola de Torres Vedras, que constitui não só uma herança histórica, mas também uma oportunidade estratégica para o futuro. Valorizar o vinho e a vinha é reafirmar a identidade do concelho e transformá-la em fator de atratividade e desenvolvimento.

Compromisso

O Município compromete-se a:

  • Promover e dinamizar rotas de enoturismo já existentes e criar novas;
  • Desenvolver uma página web e app municipal, em associação com produtores e distribuidores, para divulgação dos vinhos e das rotas;
  • Projetar a instalação das Caves de Torres Vedras como centro de referência do enoturismo;
  • Projetar o Museu da Vinha, do Vinho e da Enologia, articulando-o com a rede Horeca e com os circuitos turísticos regionais.

Impacto Orçamental

Alto; requer investimento elevado, especialmente na projeção das Caves e do Museu do Vinho, embora com potencial de retorno económico através do turismo, da dinamização do setor Horeca e da atração de investimento privado.

Impacte ambiental

A proposta promove um turismo sustentável ligado à ruralidade e ao património natural, incentivando práticas agrícolas responsáveis e valorizando a paisagem em mosaico típica do concelho. Contribui para a preservação dos recursos endógenos e da biodiversidade.

Impacto na juventude

As novas gerações beneficiarão de uma identidade cultural reforçada, de oportunidades de formação e emprego no setor turístico e vitivinícola, e de uma ligação mais forte às tradições locais. A aposta no enoturismo pode ainda estimular o empreendedorismo jovem em áreas como o turismo, marketing digital e inovação agrícola.

Prioridade

Média; importante para o desenvolvimento económico e turístico do concelho, embora não com carácter de urgência imediata como outras questões estruturais.

Exequibilidade

8-12 anos; algumas medidas (como a criação da página web e da app, ou a dinamização das rotas já existentes) podem ser concretizadas a curto prazo. Já a criação das Caves e do Museu exigem planeamento, financiamento e execução no médio-longo prazo.

Legado

Um concelho que transforma a sua ruralidade e tradição vinícola num motor de desenvolvimento turístico e cultural. Criar infraestruturas de referência (Caves e Museu) que projetem Torres Vedras como destino enoturístico nacional e internacional, reforçando o orgulho identitário e assegurando benefícios duradouros para a economia local.